Zelaya ratifica que chegará a Honduras no domingo

CARACAS - O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, ratificou neste sábado que voltará a Tegucigalpa no domingo, acompanhado de vários presidentes. Ele também pediu a seus simpatizantes que o recebam sem armas e advertiu aos que o derrubaram que estão cercados.

Redação com agências internacionais |

"Vamos nos apresentar no aeroporto, em Tegucigalpa, com vários presidentes, vários membros da comunidade internacional. Neste domingo, estaremos em Tegucigalpa abraçando-os, acompanhando-os para fazer valer o que tanto defendemos em nossa vida, que é a vontade de Deus através da vontade do povo", disse, em dicurso transmitido pela emissora venezuelana "Telesur".

Após lembrar como foi tirado de seu país, no domingo passado, pelos militares, Zelaya disse que estes "estão em cumplicidade com a elite voraz que espreme e asfixia nosso povo", e fazem parte de um golpe que "colocou em evidência diante do mundo que, em Honduras, ainda há uma espécie de barbárie".

"Esta é uma grande oportunidade para mostrar ao mundo que os hondurenhos são capazes de enfrentar estes problemas e de ir adiante, apesar desta seita criminosa que hoje pretende se apropriar dos destinos de nossa nação", acrescentou.

Aviso

Chamou os militares de "golpistas traidores" e os pediu para "retificar no menor tempo possível". Advertiu que "estão cercados" e que "terão que prestar conta pelo genocídio que estão cometendo".

Sobre seu retorno, insistiu em que será o do presidente eleito pelo povo e ressaltou que seus simpatizantes não devem levar armas, pois "devem praticar o que eu sempre preguei: a não violência".

Reunião da OEA

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, participará neste sábado da Assembléia Geral extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, que pode decidir pela expulsão de seu país do organismo, informou o secretário-geral adjunto Albert Ramdin.

Zelaya "participará da Assembléia Geral", indicou Ramdin, uma hora antes do início de uma reunião prévia à Assembléia - que acontecerá a portas fechadas.


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