Zelaya propõe tribunal internacional para julgar golpistas

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, qualificou a missão de chanceleres que a OEA enviará a Tegucigalpa como um esforço extremo da diplomacia, que, se fracassar, deverá ser seguido por um tribunal internacional para julgar os golpistas.

AFP |

"De agora em diante, se a intransigência e a soberba deste grupo de golpistas persistir, só nos restará (...) formar um tribunal internacional para julgar estes inimigos da humanidade", disse Zelaya à rede de televisão Telesul, com sede em Caracas.

A missão da OEA, integrada pelos chanceleres de Argentina, México, Canadá, Costa Rica, República Dominicana e Jamaica, chegará na próxima terça-feira a Honduras, em mais uma tentativa de obter uma saída negociada para a crise.

"A OEA não vai negociar, não vai dar uma trégua (...) Simplesmente vai explicar ao governo golpista que tem um prazo para abandonar o poder", explicou Zelaya.

Segundo o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza", a missão buscará "promover o restabelecimento da ordem democrática" a partir da proposta do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, que prevê o retorno ao poder de Zelaya, a anistia política e a antecipação das eleições, atualmente previstas para novembro.

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, já advertiu que a missão de chanceleres "não chegará para dar ordens", e sim "para escutar o que ocorre e o que ocorreu antes do dia 28 (de junho, data do golpe de Estado)...".

du/LR

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