Zelaya pode ficar na embaixada por tempo indeterminado, diz Lula

PITTSBURGH - O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, pode permanecer na embaixada brasileira na capital hondurenha, Tegucigalpa, o tempo que achar necessário, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira.

Reuters |


"Ele ficará lá por quanto tempo for necessário para (garantir) sua segurança", disse Lula a repórteres no final da cúpula do G20, que reuniu países ricos e em desenvolvimento em Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Zelaya disse nesta sexta-feira que a tentativa de diálogo para encerrar a crise política que já leva três meses terminaria sem êxito a menos que os líderes do governo de facto que o depuseram o restituíssem ao poder.

O líder do governo de facto, Roberto Michelleti, que resistiu à pressão internacional para permitir que Zelaya reassuma a Presidência, espera ficar no poder até que um novo presidente seja eleito em novembro e tome posse em janeiro.

"O único caminho para restaurar a normalidade é Zelaya convocar eleições, e não os líderes golpistas", disse Lula.

ONU

Nesta sexta-feira, atendendo a um pedido do Brasil, o de Segurança da ONU exigiu que o governo de fato de Honduras ponha fim ao cerco à embaixada do Brasil.

O conselho condenou o cerco à embaixada e pediu que o governo de fato em Honduras cesse o acossamento à representação brasileira, informou a embaixadora dos Estados Unidos ante a ONU, Susan Rice, que preside a instância este mês. O Conselho de Segurança exige que o governo de Honduras garanta a "segurança dos indivíduos na embaixada".

Esta declaração atende a um pedido do chanceler brasileiro Celso Amorim para que fosse feito um pronunciamento a fim de encerrar o cerco a embaixada de seu país. "A embaixa está virtualmente sitiada", afirmou ele aos 15 membros do Conselho de Segurança, reunidos em sessão formal.

Segundo Amorim, a sede diplomática é alvo de "atos de acossamento", incluindo cortes de luz, equipamentos sonoros e obstáculos à livre circulação de seu pessoal.

O chanceler denunciou que essas ações constituem uma clara violação da Convenção de Viena e pediu ao Conselho de Segurança da ONU uma "condenação expressa" para evitar qualquer outro ato hostil.

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