Zelaya pede que hondurenhos não participem de eleições

Manágua, 15 set (EFE).- O deposto presidente de Honduras, Manuel Zelaya, fez hoje, em Manágua, uma chamada aos hondurenhos para que não participem das eleições gerais de 29 de novembro em seu país.

EFE |

"Não se deve participar de nenhuma atividade eleitoral até que esteja de novo à frente do Governo da República" de Honduras, disse Zelaya aos hondurenhos, através de um comunicado divulgado pela Embaixada de Honduras em Manágua.

O deposto líder hondurenho disse que não é possível participar desse pleito porque não há garantia de igualdade de oportunidades, nem que se vá respeitar a vontade do povo, e porque "o presidente está expatriado", acrescentou.

"Imaginem, então, que qualquer grupo organizado pode dar um golpe de Estado militar em qualquer país do mundo e depois convocar eleições e ficar no poder", alegou.

Zelaya foi expulso do país pelos militares em 28 de junho e, em seu lugar, o Parlamento hondurenho designou Roberto Micheletti, que até então presidia o Legislativo.

"Depois do golpe de Estado militar, a democracia que tínhamos foi substituída por uma tirania, na qual os golpistas têm o controle de todos os poderes do Estado e de todas as instituições", disse o deposto líder.

Ressaltou que os Estados Unidos, a União Europeia (UE) e a ONU enviaram "mensagens claras aos golpistas para que devolvam o poder ao Governo legítimo de Honduras".

Além disso, Zelaya ratificou sua "decisão firme de aceitar plenamente" a proposta que, como mediador, foi apresentada pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias, destinada a solucionar a crise em Honduras.

Em carta à secretária de Estado americana, Hillary Clinton, acrescentou Zelaya, propôs assinar o acordo de Arias em Tegucigalpa perante os chanceleres e representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da ONU, como testemunhas de honra, segundo o comunicado. EFE lfp/an

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