Zelaya pede para EUA congelarem contas bancárias de membros do Governo

Manágua, 29 jul (EFE).- O presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya pediu hoje para os Estados Unidos embargarem as contas bancárias que os golpistas tiverem nesse país e para continuarem apertando o novo Governo hondurenho, presidido por Roberto Micheletti.

EFE |

Na Nicarágua, onde permanece e organiza um movimento de "resistência" para tentar retornar a Honduras, Zelaya reconheceu aos jornalistas que a decisão do presidente americano, Barack Obama, de revogar o visto de quatro funcionários do Governo de Micheletti é um "sinal e um gesto de quem não aceita os golpes de Estado".

Porém, ele pediu a Obama para "continuar apertando os golpistas com suas contas, embargar seu dinheiro".

"Tudo o que eles roubam em Honduras vão a depositar em Miami. Lá têm apartamentos, negócios, sociedades com bancos", acusou.

Zelaya reafirmou que os que responsáveis pelo golpe se encontram em três níveis: os que financiaram, os que planejaram, e os que executaram a ação.

No primeiro grupo situou os "donos dos privilégios, de empresas, de transnacionais e os grandes empórios econômicos" do país, sem citar nomes, que financiaram o ato para "manter seus privilégios".

Do planejamento participaram, disse, políticos, estrategistas e inclusive "agências internacionais de inteligência", às quais disse que são "os autores intelectuais" do golpe.

E os executores, acrescentou, foram o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, o general Romeo Vásquez, e Roberto Micheletti, ex-titular do Congresso hondurenho.

"Micheletti participa para roubar. Nunca teve a oportunidade tão grande de roubar como agora e impunemente, porque os organismos os nomearam no Congresso, então pode roubar agora, (mas) algum dia vai ser descoberto e será sentenciado", afirmou. EFE lfp/db

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