Zelaya pede medidas mais drásticas contra golpistas em Honduras

BERLIM - O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, pediu à comunidade internacional medidas mais drásticas contra os golpistas de seu país, em carta que dirigiu ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Redação com agências internacionais |

Em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo jornal alemão "Süddeutsche Zeitung", Zelaya pede "medidas econômicas e pessoais contra os golpistas", apesar de não especificar que tipo de ações espera.

Zelaya afirma que decidiu voltar a seu país em vista do fracasso da mediação do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, que atribui exclusivamente à recusa dos golpistas em aceitá-la.


Zelaya concede entrevista na última quarta-feira / AP

Perguntado se ele teria aceitado o plano de sete pontos, incluindo o abandono de seu projeto de convocar um plebiscito para modificar a Constituição, afirma que "sim, mas os sete pontos nem chegaram a ser discutidos, porque os golpistas não os aceitaram".

Sobre as acusações do presidente hondurenho em exercício, Roberto Micheletti, que o acusa de violar a Constituição e de ter cometido outros delitos, Zelaya sustenta que sempre esteve disposto a se submeter à Justiça, mas "não a um regime ilegal".

"Para isso, seria necessário um tribunal internacional e imparcial, que também julgasse os que cometeram este crime do golpe", diz.

O presidente deposto acredita que o golpe militar, "respaldado por políticos como Micheletti, que "se beneficiaram" dele, "prejudicou as Forças Armadas", já que acredita "que todo o Exército apoie essas ações".

Na entrevista, Zelaya reafirma seu apoio ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Afirma que, ao contrário das afirmações "da direita" de que a situação atual em Honduras foi alimentada por Chávez, o povo hondurenho "não está disposto a se submeter mais à repressão".

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