Manágua, 30 jul (EFE).- O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, pediu hoje aos Estados Unidos que intensifiquem de forma mais energética, mais forte e com maior decisão suas medidas contra as novas autoridades de seu país, lideradas por Roberto Micheletti.

Zelaya fez o pedido ao embaixador dos Estados Unidos em Tegucigalpa, Hugo Llorens, com quem inesperadamente se reuniu hoje na representação de Honduras em Manágua.

"Pedimos que se intensifiquem de forma mais energética, mais forte e com maior decisão as medidas que os EUA possam tomar para reverter o processo e os efeitos negativos do golpe de Estado que está envergonhando e humilhando a própria humanidade", assinalou em coletiva de imprensa o líder deposto.

Os EUA anunciaram na terça-feira a suspensão dos vistos diplomáticos a quatro funcionários do Governo Roberto Micheletti, que substituiu Zelaya na Presidência após o golpe de 28 de junho e não é reconhecido pela comunidade internacional.

Zelaya disse que esse mesmo pedido foi feito aos países da América Latina, da União Europeia (UE), assim como à Nações Unidas e à Organização dos Estados Americanos (OEA), entre outros organismos.

"O que está acontecendo em Honduras (após o golpe de Estado de 28 de junho passado) é uma afronta ao próprio EUA. É um desafio e um desafio para a comunidade internacional", afirmou.

O líder deposto exigiu de organizações como ONU, OEA, União Europeia, Grupo do Rio e Mercosul que façam valer o direito internacional público. EFE lfp/pd/rr

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