Zelaya pede ao mundo que reaja ante censura em Honduras

A comunidade internacional deve reagir imediatamente para evitar um magnicídio em Honduras, declarou nesta segunda-feira o presidente deposto Manuel Zelaya após o fechamento de uma rádio e de um canal de tv opositores ao regime de fato.

AFP |

"A comunidade internacional tem que reagir imediatamente antes que ocorra um magnicídio", declarou à AFP o presidente, que está refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, cercada por centenas de efetivos militares e policiais.

"Eles silenciaram as únicas vozes o que o povo hondurenho tinha, estão matando nosso espírito de forma cruel e desumana", disse Zelaya pouco depois de o regime ter fechado a rádio emissora Globo e o canal 36 de Televisión, an madrugada desta segunda-feira.

Zelaya disse que o fechamento da rádio e da tv é uma evidência de que foi instaurada uma ditadura brutal em JHonduras, a mais dura que o país já viu em sua história". Segundo ele, a situação deve se agravar ainda mais daqui em diante.

O governo de fato de Roberto Micheletti divulgou domingo um decreto que restringe por 45 dias as liberdades de locomoção, de reunião e de expressão do pensamento e autoriza as detenções sem ordem judicial prévia, argumentando que Zelaya está incitando a violência de seu refúgio na embaixada do Brasil.

"Desmantelaram a rádio, desmantelaram a constituição da República", comentou o presidente da Comissão para a Defesa dos Direitos Humanos, Andrés Pavón.

"Esta é uma agressão total, este é um regime militar", disse o dirigente humanitário.

Esta segunda-feira, o golpe de Estado que tirou Zelaya do poder completa três meses, e a oposição convocou uma nova manifestação em Tegucigalpa e outros atos em cidades do interior.

mck/lm

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