O destituído Manuel Zelaya negou neste sábado uma interferência do presidente venezuelano Hugo Chávez, política ou de presença, em Honduras, além de desmentir que a estatal PDVSA pague seus gastos.

"Quem tem ingerência em Honduras são os Estados Unidos, não Hugo Chávez. Ele não tem interferência, nem política nem de presença. Nós temos amizade com Hugo Chávez e respeitamos sua liderança", afirmou Zelaya em uma entrevista ao jornal La Nación, de San José.

Ele considera que justificar o golpe de 28 de junho por sua amizade com Chávez não faz sentido. "Esta é uma acusação sem sentido. Ou seja, porque você é amigo de um presidente, então dão um golpe de Estado", disse.

"O que Hugo Chávez tem a ver com isto? Nestas semanas viajei quatro vezes a Washington, para encontros com (a secretária de Estado) Hillary Clinton, com pessoas da OEA e da ONU. Não fui a Caracas, este é um preconceito absurdo".

Zelaya, que viajou em aviões venezuelanos depois que foi expulso do poder, negou possuir um cartão de crédito corporativo da empresa petroleira estatal venezuelana PDVSA.

Ele afirmou que pagou do próprio bolso os gastos, ou foi convidado pelos governos que o receberam.

As negociações entre os delegados de Zelaya e do regime de fato de Roberto Micheletti terminaram sem um acordo na sexta-feira em San José. As duas partes devem voltar a negociar em breve.

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