O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, passou o Ano Novo junto a sua família na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde comentou, em tom irônico, que quando governava recebia presentes dos poderosos, mas agora só o povo lhe mandou cartões de felicitação.

"Quando eu estava na Presidência da República, em minhas funções, os poderosos me mandavam presentes e cartões, e o povo me pedia que eu mandasse, e mandava 100 mil cartões todos os anos", lembrou Zelaya, falando à "Rádio Globo", que transmitiu o festejo familiar via telefones celulares desde a embaixada brasileira.

"Hoje é o povo o que me manda cartões, já os poderosos não me mandam cartões, já não se preocupam comigo", ironizou o líder deposto, que foi derrubado no dia 28 de junho, mesmo dia que o Parlamento designou Roberto Micheletti para seu lugar.

Zelaya recebeu a visita de sua mãe, Hortênsia Rosales, e seus filhos e netos, com quem ficou várias horas na embaixada, onde se refugia desde o dia 21 de setembro junto a sua esposa, Xiomara Castro, e vários colaboradores e seguidores.

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