Zelaya está determinado a voltar para Honduras neste domingo

Washington, 5 jul (EFE).- O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, se mostrou determinado a retornar neste domingo a seu país, porque quer que a nação centro-americano volte à paz, após o golpe de Estado que o expulsou há uma semana do poder.

EFE |

"Planejei meu retorno no domingo", disse Zelaya em seu discurso na XXXVII Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), que suspendeu este sábado Honduras de seu direito de participação no máximo organismo interamericano.

Zelaya, que foi advertido da periculosidade de seu retorno, visto que pode haver confrontos violentos, indicou que planeja chegar ao meio-dia a Tegucigalpa.

"Volto (...) porque precisam da paz em meu país", disse perante os presidentes da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e do Paraguai, Fernando Lugo, e dos chanceleres do continente americano.

Zelaya lembrou que em princípio ia voltar na quinta-feira a Honduras, mas que adiou sua viagem para não interferir nas gestões diplomáticas da OEA para restituí-lo e restaurar a democracia e o estado de direito.

Zelaya advertiu que o "regime do terror está vivo" em Honduras, "está operando hoje na noite" em referência ao Governo que surgiu do golpe de Estado e que é liderado por Roberto Micheletti, e às "repressões" que estão acontecendo nesse país.

O presidente deposto disse que rejeita energicamente o retorno da força acima da razão.

"Se permitimos que uma pessoa armada ultraje a um presidente, então o que fará na rua", se perguntou Zelaya, assegurando que Honduras está suportando "seis dias de repressões contínuas" e "o povo está sofrendo e angustiado".

O presidente deposto destacou que a Presidência dura um tempo determinado e que seu objetivo não é outro senão defender seu povo, que vive no terceiro país mais pobre da América Latina.

Zelaya agradeceu as mostras "grandes" de solidariedade daquelas pessoas que o apoiam nestas circunstâncias, e assegurou que o novo Governo de Honduras está "isolado" internacionalmente, com organismos que cortaram ou congelaram suas ajudas econômicas. EFE cae/ma

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