Fazenda Pinilla (Costa Rica), 29 jul (EFE).- O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, não participará da 11ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Mecanismo de Diálogo e Concertação de Tuxtla, realizada hoje na Costa Rica, mas enviou dois delegados para representar o Governo reconhecido como legítimo pela comunidade internacional.

O ex-chanceler Milton Jiménez e o ex-vice-presidente Aristides Mejía chegaram hoje ao aeroporto do hotel sede da cúpula, situado na província de Guanacaste, no norte da Costa Rioca, pouco depois que fontes do Governo costarriquenho anunciaram sua presença na cúpula.

O presidente Zelaya foi convidado para participar da cúpula, mas anunciou que preferia permanecer na zona fronteiriça entre a Nicarágua e Honduras, planejando seu retorno ao país.

A crise política em Honduras será o principal tema discutido pelos líderes da América Central, México e Colômbia.

Ao chegar a Guanacaste, Mejía declarou à imprensa que seu interesse na Cúpula "é discutir o tema sobre a mediação que foi rejeitada pelo novo Governo e fazer algumas propostas".

O ex-vice-presidente, que participou da comissão negociadora no processo de diálogo, criticou o Governo em exercício de seu país, liderado por Roberto Micheletti, afirmando que "a situação em Honduras se parece cada vez mais com uma ditadura".

Mejía assegurou que, até o momento, as novas autoridades já "assassinaram cinco pessoas (...) e há uma perseguição de pessoas ligadas ao Governo de Zelaya".

O presidente da Costa Rica, Óscar Arias, que é mediador do conflito, anunciou ontem que, provavelmente, os líderes assinarão hoje uma declaração especial sobre Honduras, na qual reafirmarão seu apoio ao processo de diálogo. EFE nda/pd

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