Zelaya e Hillary se reúnem e EUA estudam confirmar que houve golpe de Estado

Washington - O deposto presidente de Honduras, Manuel Zelaya, se reúne hoje com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, num momento em que os Estados Unidos estuda declarar que dia 28 de junho houve um golpe militar e suspender suas ajudas ao país.

EFE |

Zelaya, que leva mais de dois meses insistindo na necessidade de que os EUA aumentem a pressão sobre o Governo de Roberto Micheletti, espera que Clinton declare que houve um golpe militar e que condene de forma contundente as violações aos direitos humanos que comete o Governo em seu país.

O Departamento de Estado já suspendeu cerca de US$18 milhões em ajudas, mas a qualificação jurídica que houve um golpe militar em Honduras obrigaria ao Governo dos EUA a suspender formalmente toda a assistência, conforme lei americana.

Essa determinação significaria a suspensão das ajudas da Millennium Challenge Corporation (MCC), que assinou em 2005 um convênio de cinco anos com Tegucigalpa por US$215 milhões.

Até o momento, a MCC desembolsou US$80,3 milhões a Honduras sob esse convênio.

Na reunião com Clinton, o deposto líder hondurenho tratará esta questão e o resultado da mediação do presidente costarriquenho, Óscar Arias, que, na opinião de Zelaya, se viu "debilitada totalmente" pela recusa do Governo de Roberto Micheletti em aceitar o plano do Prêmio Nobel da Paz de 1987.

Zelaya disse na quarta-feira que abordará também com Clinton as violações aos direitos humanos em Honduras nas mãos do Governo e denunciará, como um exemplo, o fato de que o ex-capitão do Exército hondurenho Billy Joya, associado aos "esquadrões da morte", seja agora ministro assessor em matéria de segurança de Micheletti.

Segundo Zelaya, o Estados Unidos impulsionou várias ações de pressão contra o Governo depois do golpe de Estado, mas "há muitas outras coisas que fazer".

O Governo do presidente Barack Obama, alega, envolveu-se na busca de uma solução à crise quando propôs como mediador a Arias e por isso deve tomar agora medidas mais contundentes perante a recusa de Micheletti em aceitar o Acordo de San José.

Esse acordo contempla a criação de um Governo de unidade e reconciliação nacional, liderado pelo líder destituído, a antecipação das eleições, uma anistia para os delitos políticos e uma comissão da verdade e outra de verificação, entre outros aspectos.

Se prevê que Clinton reitere a Zelaya seu apoio e respalde o plano de Arias como única via de solução à crise que atravessa Honduras.

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