Zelaya diz que voltou para dialogar e pede proteção a hondurenhos

Tegucigalpa, 21 set (EFE).- O presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya disse hoje que retornou ao país com o objetivo de dialogar e trilhar um caminho para retornar à paz e à tranquilidade.

EFE |

Em declarações a jornalistas na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde se encontra, Zelaya pediu que o povo hondurenho vá a capital para protegê-lo e às Forças Armadas que não intervenham para impedir sua presença e a busca do diálogo.

O líder deposto anunciou também que possivelmente amanhã chegará a Tegucigalpa o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, e, em seguida, comissões das Nações Unidas "para iniciar o diálogo".

Zelaya agradeceu à embaixada do Brasil, que o apoiou de uma maneira "tão honesta, tão sincera", assim como ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao chanceler Celso Amorim.

"Sou um homem pacífico, de diálogo e que pratica a não violência", afirmou Zelaya. "Pacificamente vamos buscar um diálogo", completou.

O líder deposto pediu a seus simpatizantes que cerquem a embaixada brasileira para protegê-lo e reconstruir a democracia.

"O poder do povo serve para fazer as grandes transformações", enfatizou Zelaya, que, sobre como retornou a Honduras, se limitou a comentar que fez "mil proezas" e uma viagem de 15 horas. EFE lam/rr

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