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Zelaya diz que ditadura continua com extorsão e chantagem para que renuncie

Tegucigalpa, 14 dez (EFE).- O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, reiterou hoje que a ditadura liderada pelo presidente de facto, Roberto Micheletti, continua com a aplicação de chantagem e extorsão para que renuncie como governante dos hondurenhos.

EFE |

"Reitero que não renunciarei ao mandato que me outorgou o povo", expressou Zelaya em carta enviada à imprensa desde a embaixada do Brasil, onde permanece desde o dia 21 de setembro.

Em sua mensagem, destacou que o presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, se ofereceu na semana passada como "fiador de um diálogo para aliviar os problemas sofridos pelo povo hondurenho", convidando-o a viajar ao país caribenho.

Mas segundo o presidente deposto, "a ditadura impediu que se realizasse (a viagem) utilizando como método a extorsão e a chantagem, para que o presidente Manuel Zelaya renuncie ao mandato e ao cargo que outorgado pelo povo em troca de um salvo-conduto".

"Este golpe de Estado foi um negócio lucrativo para alguns, mas um fracasso para a grande maioria do povo, é o único golpe de Estado na história da América que não é reconhecido por nenhum país no mundo", acrescentou a carta.

O líder derrubado disse que seu país segue isolado por causa do golpe e que em Honduras "é necessária a reconciliação e a paz para obter o reconhecimento das nações do mundo e, especialmente, das nações da América".

O presidente dominicano tentou na semana passada, em duas ocasiões, reunir-se em seu país com Zelaya e o ganhador das eleições presidenciais de novembro em Honduras, Porfirio Lobo, para estabelecer um diálogo político visando solucionar a crise que vive a nação centro-americana.

A iniciativa de Fernández fracassou porque o regime de facto de Micheletti não concedeu salvo-conduto ao presidente deposto para que pudesse sair do país.

Para que Zelaya possa sair de Honduras, o regime de facto exige que um país não centro-americano lhe conceda asilo territorial, disse hoje Micheletti, que por decisão do Parlamento hondurenho sucedeu ao governante derrubado no dia 28 de junho. EFE gr/fm

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