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Zelaya diz que quer retornar a Honduras pela via pacífica

Berlim, 2 ago (EFE).- O deposto presidente de Honduras, Manuel Zelaya, afirma que deve voltar pela via pacífica a seu país e, embora esteja disposto a assumir as rédeas do Governo, promete não se apresentar às próximas eleições.

EFE |

"Quero preparar meu retorno pela via pacífica. Honduras deve saber: estou disposto a assumir o país no momento oportuno. Por enquanto, organizamos a resistência", afirma Zelaya, em entrevista que será publicada amanhã pela revista alemã "Der Spiegel".

Na entrevista, o presidente deposto insiste em que está disposto a aceitar o plano de paz do presidente costarriquenho, Oscar Arias, e afirma que "as negociações são a única via" para encontrar uma solução.

No entanto, acredita que o plano de Arias só poderá ter êxito se forem reforçadas ainda mais as pressões internacionais.

"A comunidade internacional deve aumentar a pressão sobre os golpistas para conseguir que os golpes não se transformem em uma pandemia que colocaria em perigo a estabilidade de todo o continente", afirma Zelaya.

Adverte que uma proliferação de revoltas na América Latina teria um alto preço para os Estados Unidos e a Europa.

Segundo eles, as primeiras medidas de pressão já surtem efeito, como a retirada pelos EUA dos vistos diplomáticos aos golpistas, assim como algumas sanções econômicas.

"Em alguns portos, não se descarregam mais produtos que venham de Honduras. A empresa alemã Adidas, assim como a Nike e a Gap, anunciou que cancelará as encomendas em Honduras se não for restabelecida a democracia", afirma.

Zelaya acha, no entanto, que o Governo do presidente americano, Barack Obama, apesar de "ter boas intenções", não foi suficientemente longe e "deveria perseguir os golpistas com mais decisão, para evitar que se repita este tipo de golpe de Estado".

Embora afirme estar disposto a retomar as rédeas do Governo, diz que não se apresentará às próximas eleições, mesmo que sejam antecipadas.

"Por mim, mesmo que aconteçam amanhã, não penso em me apresentar.

Trabalho sobre um grande plano de reformas sociais. Só mudamos a estratégia, a luta continua", conclui. EFE ih/an

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