Zelaya diz que invasão à embaixada brasileira teria graves consequências

Tegucigalpa, 22 set (EFE).- O deposto presidente de Honduras, Manuel Zelaya, advertiu hoje que, se as forças de segurança entrarem na embaixada do Brasil para detê-lo, seria um erro de muito graves consequências para o Governo no poder.

EFE |

"Se fosse cometido um erro dessa natureza, seria outra somatória de erros muito grave, de muito graves consequências para eles mesmos", disse Zelaya à imprensa local, em declarações por telefone a partir da delegação diplomata brasileira, onde está refugiado.

"Acho que seria um erro imperdoável, como um suicídio; se o regime golpista já é condenado pelo mundo, depois disso não só será condenado, mas vai ser repudiado internamente, estaria se autoflagelando com isto", acrescentou.

A vice-chanceler do Governo de Roberto Micheletti, Martha Alvarado, reiterou, em mensagem pela televisão e rádio, que "não se pensou, nem será feito, nenhuma invasão à embaixada do Brasil em Honduras para resgatar o senhor Zelaya", sobre quem há uma ordem de captura por crimes políticos e comuns.

Micheletti também disse hoje que seu Governo respeitará a embaixada brasileira.

Zelaya reiterou que a causa de sua deposição, em 28 de junho passado, não foi sua relação com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mas setores econômicos temiam perder privilégios em seu Governo.

"O golpe de Estado não se dá, como dizem maliciosamente, porque Chávez estava nos ajudando com a Petrocaribe ou com a Alba (Aliança Bolivariana para as Américas), não é por isso o golpe, nem porque viesse o comunismo, isso é uma posição ridícula", disse.

Afirmou que "o golpe se dá porque os hierarcas da economia hondurenha têm medo de perder seus privilégios, suas isenções de impostos, suas exonerações que não pagam, a forma como defraudam ao fisco todos os dias, os contratos leoninos, seus monopólios". EFE lam-gr/an

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