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Zelaya diz que crise em Honduras será solucionada apenas com o diálogo

José Luis Paniagua. Tegucigalpa, 23 set (EFE).- O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, assegurou hoje em entrevista por telefone à Agência Efe que a crise vivida pelo país será solucionada apenas com o diálogo e sua restituição no poder.

EFE |

Derrubado em 28 de junho, Zelaya disse também que a solução para o país passa por conversar com o Governo hondurenho de fato, presidido por Roberto Micheletti, e que por isso voltou ao país.

Zelaya está abrigado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde a última segunda-feira, quando retornou a Honduras, quase três meses depois de ter sido expulso do país e do poder pela força.

"Estou bem de saúde, mas com complicações pelo cerco militar à Embaixada, que aumentou", contou o líder hondurenho.

Segundo o presidente deposto, o atual Governo de Honduras contratou "mercenários israelenses" para a instalação de alto-falantes com o objetivo de impedir qualquer descanso na Embaixada brasileira. Além disso, o local passa por restrições no fornecimento de eletricidade e água.

Além disso, vários cordões de militares e policiais impedem o acesso e limitam rigorosamente a passagem dos que querem entrar na sede diplomática com alimentos ou roupas.

Zelaya lembrou que, nos últimos três meses, resoluções foram tomadas no âmbito das Nações Unidas, na Organização dos Estados Americanos (OEA) e houve a apresentação do Acordo de San José, impulsionado pela mediação do presidente da Costa Rica, Óscar Arias.

"Propus um diálogo aberto, viemos aqui para dizer que há um diálogo aberto, que neste momento todos os esforços da OEA, todos os esforços das Nações Unidas e do Plano Arias não concretizaram a feliz realização disto", disse.

"Não nego que, dentro do Plano Arias, a primeira coisa é minha restituição, assim como na OEA e na ONU", afirmou.

Nesse sentido, Zelaya disse que todas essas resoluções "são as bases" para o diálogo que está pedindo.

Segundo o líder hondurenho, sua oferta não é para dialogar apenas com o regime golpista, "mas com a sociedade, com os empresários, os políticos, e com tudo com o que os setores sociais de Honduras têm a ver".

Quase três meses depois de ser expulso de Honduras, Zelaya retornou a um país que se encontra em toque de recolher e no qual a população aproveitou hoje a interrupção no estado de exceção para correr rumo a postos de gasolina, supermercados e lojas.

Zelaya disse que acompanha estes eventos "com preocupação" porque há "uma situação bastante anormal". EFE jlp/bba

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