Zelaya diz que ação do MP contra militares busca encobrir verdade

Tegucigalpa, 6 jan (EFE).- O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, afirmou hoje que a ação judicial aberta pelo Ministério Público (MP) contra a cúpula militar por tê-lo expulso do país busca encobrir a verdade sobre o ocorrido em 28 de junho de 2009, quando foi derrubado.

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"Para mim, com esse requerimento fiscal simples e ingênuo o que querem é pôr um manto sobre a verdade dos fatos que ocorreram em 28 de junho", disse Zelaya por telefone da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está desde 21 de setembro do ano passado.

O MP apresentou hoje perante a Corte Suprema de Justiça (CSJ) um "requerimento fiscal", que inclui o pedido de ordem de captura contra a Junta de Comandantes das Forças Armadas por abuso de autoridade e expatriação, que é proibida pela Constituição do país.

"Se sabiam que os militares tinham cometido um erro, o Congresso Nacional não podia me destituir, não tem nenhuma faculdade para me destituir. O que teria pedido era que retornasse diretamente a meu posto como presidente", argumentou.

Segundo o Governo de fato, os militares derrubaram Zelaya em cumprimento de uma ordem de captura emitida por um juiz da CSJ como parte de um processo iniciado pelo MP contra o líder, por impulsionar um referendo sobre mudanças constitucionais.

Para Zelaya, o que houve foi uma "conspiração" entre o Congresso Nacional, a Corte de Justiça e o promotor-geral do Estado, Luis Rubí, com os militares para dar o golpe de Estado. "Eles são responsáveis juntos", afirma. EFE lam/rr

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