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Zelaya dá como esgotado diálogo e anuncia insurreição

Manágua - O presidente de Honduras deposto Manuel Zelaya deu hoje como esgotado o diálogo para resolver a crise no país, anunciou o início de uma insurreição e pediu à comunidade internacional para endurecer as medidas contra o Governo de Roberto Micheletti.

Redação com agências internacionais |

O diálogo entre as delegações reunidas na Costa Rica para encontrar uma solução para o impasse político em Honduras fracassou depois que o grupo do novo líder do país, Roberto Micheletti, rejeitou a proposta apresentada no sábado pelo mediador e presidente costarriquenho, Oscar Arias. Após o impasse, Arias pediu mais 72 horas aos protagonistas da crise para reconduzir a negociação.

Reuters

Zelaya dá entrevista coletiva em Manágua

A delegação do presidente hondurenho deposto Manuel Zelaya deu por terminado o diálogo com o governo de Roberto Micheletti, disse a chefe da delegação Rixi Moncada.

"Anunciamos" que "este diálogo com esta comissão deste regime de fato (...) terminou", afirmou Moncada pouco depois de a delegação oposta ter classificado como "inaceitáveis" as propostas do presidente costarriquenho Arias, em particular a que obrigava a restituir o poder a Zelaya.

"Lamentamos profundamente" que a delegação do governo de fato "não tenha expressado seu respeito a essa resolução da Organização dos Estados Americanos (OEA)", que exigia a restituição do presidente derrubado.

A delegação de Roberto Micheletti anunciou que está de acordo com o retorno ao país de Manuel Zelaya, mas para ser levado à Justiça. Em um comunicado enviado à imprensa, os representantes de Micheletti dizem estar de acordo com o retorno de Zelaya, "com as garantias necessárias para que possa exercer seu direito ao devido processo perante o Poder Judiciário", que o investiga por crimes como traição à pátria.

E

EFE

Zelaya, presidente deposto de Honduras

m nenhum momento o texto, assinado pelo atual chanceler hondurenho, Carlos López, e que constitui a contraproposta oficial da comissão de Micheletti ao plano apresentado ontem pelo presidente costarriquenho, Oscar Arias, menciona o retorno de Zelaya ao poder.

O comunicado do grupo de Micheletti é a resposta à colocação de sete pontos apresentada no sábado por Arias, em que se propôs também anistias para crimes políticos e a formação de um Governo de união nacional integrado por diferentes partidos políticos.

O assunto da anistia não é mencionado no texto dos representantes de Micheletti, que defende, porém, o estabelecimento de uma "comissão da verdade" para "identificar todos os atos e fatos evidentes e notórios que conduziram à atual situação".

(com informações das agências AFP e EFE)

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