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Zelaya considera apoio da América do Sul a ele muito significativo

Quito, 10 ago (EFE).- O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, qualificou hoje de muito significativo o apoio a sua restituição no poder que recebeu da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e do presidente equatoriano, Rafael Correa, que não reconhecem o novo Governo do país.

EFE |

"Este apoio é muito significativo", assegurou Zelaya, em declarações no estádio Atahualpa, em Quito, onde foi realizada uma grande comemoração pela posse de Correa, que assumiu hoje seu segundo mandato.

Zelaya foi convidado por Correa a sua posse, por considerar que é o "presidente legítimo" de Honduras, enquanto a Unasul, que realizou hoje uma cúpula presidencial, também em Quito, condenou o golpe de Estado que o derrubou há mais de 40 dias.

"O povo hondurenho tem hoje 44 dias de greve permanente, os professores não foram nenhum dia, porque disseram que não vão voltar às aulas e ensinar a suas crianças como se dá um golpe de Estado e não vão voltar até que se restitua a democracia, para ensinar como vencer os golpistas", afirmou Zelaya.

Diante de dezenas de milhares de equatorianos que foram à comemoração no estádio, Zelaya denunciou que, nos últimos dias, foram assassinados mais de dez jovens que se opõe ao Governo de Roberto Micheletti, que foi nomeado pelo Parlamento de Honduras, no dia 28 de junho.

"Como é triste ver como a violência começa a surgir e desta vez com maior técnica e brutalidade", se lamentou Zelaya, mas acrescentou que, apesar da repressão, seus adversários "não enganam ninguém" e que não poderão "retroceder as transformações do povo".

Agora os soldados de seu país "apontam seus rifles contra o povo" e, por isso, pediu ao Exército de Honduras "que aponte seus rifles contra a oligarquia que explora o país e não contra o povo sacrificado".

"Peço aos que violaram a democracia, a República e a nosso povo (...) que deixem de ouvir a direita de Washington que está falando em seus ouvidos, para que se mantenham, arbitrariamente, tomando o poder", disse Zelaya.

"Escutem o povo, escutem a América que lamenta e grita por um espaço de desenvolvimento justo para nossa sociedade", pediu o governante deposto hondurenho, que dividiu o palco com Correa e os presidentes de Cuba, Raúl Castro, e o da Venezuela, Hugo Chávez. EFE fa/pd

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