Zelaya chega à fronteira entre Honduras e Nicarágua

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, chegou, na tarde desta sexta-feira, à fronteira de Honduras com a Nicarágua, em mais uma tentativa de retornar ao país do qual foi expulso por um golpe de Estado em 28 de junho. Imagens transmitidas pelo canal de TV estatal venezuelano Telesur mostraram o presidente deposto se aproximando da fronteira entre os dois países cercado por correligionários.

BBC Brasil |

Segundo a Telesur, ao chegar à região, Zelaya teria pedido que os militares hondurenhos "não usem de violência".

"Tenho o direito legítimo de regressar a meu país e cumprir o mandato que o povo me concedeu", disse.

Ainda não está claro em que momento Zelaya decidirá cruzar a fronteira entre os dois países.

O governo do presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, já havia afirmado anteriormente que o presidente deposto seria preso assim que entrasse no país.

Esta é a segunda tentativa de Zelaya de voltar ao país. No último dia 5 de julho, seu retorno foi frustrado após o avião em que estava ter sido impedido de pousar no aeroporto de Tegucigalpa, a capital hondurenha.

Caravana
Zelaya deixou, na última quinta-feira, a capital da Nicarágua, Manágua, em direção à fronteira com Honduras.

Ele seguiu para a região de carro acompanhado por um comboio de partidários e jornalistas.

Entre as autoridades que acompanham Zelaya na caravana está o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro.

Em uma entrevista coletiva pouco antes de partir, Zelaya afirmou que voltará "desarmado e pacificamente, para que Honduras retome a paz e a tranquilidade".

Soldados
Com a anúncio de mais uma tentativa de retorno de Zelaya, o governo interino de Honduras ampliou o toque de recolher e a presença de policiais e soldados do Exército na fronteira com a Nicarágua.

Partidários do presidente deposto se reuniram do lado hondurenho da fronteira. A polícia teria usado bombas de gás lacrimogêneo contra eles.

Em um comunicado divulgado nesta sexta-feira, a Secretaria de Defesa de Honduras afirmou que as Forças Armadas "não podem se responsabilizar pela segurança de pessoas que, por fomentarem a violência generalizada no país, estão sujeitas a serem atacadas, inclusive por seus partidários, com o propósito exclusivo de se tornarem mártires", em uma clara referência a Manuel Zelaya.

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