Zelaya assiste a missa enquanto simpatizantes e críticos coordenam ações

Tegucigalpa, 24 set (EFE).- Simpatizantes e críticos a Manuel Zelaya começaram hoje a preparar suas respectivas ações, em meio à crise política em Honduras, enquanto o deposto presidente assistiu a uma missa na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde permanece desde segunda-feira passada.

EFE |

O sacerdote Andrés Tamayo, de origem salvadorenha e um dos que acompanha Zelaya na embaixada brasileira, celebrou hoje uma missa na qual defendeu uma solução para a crise mediante o diálogo, informou a emissora local "Rádio Globo".

"No final, nós vamos vencer, não importa o que aconteça", disse Tamayo.

Um dos coordenadores do movimento de resistência popular que exige a restituição de Zelaya no poder, Rafael Alegria, disse aos jornalistas que "a situação está difícil" e que preferiram que as manifestações de hoje ocorressem em bairros da capital.

Um porta-voz da União Cívica Democrática, que apoia o Governo de Roberto Micheletti, afirmou à imprensa local que hoje deve haver um plantão em frente à sede das Nações Unidas, a cerca de 300 metros da embaixada brasileira, que segue cercada por militares e policiais.

Ontem à noite, segundo denúncias da resistência popular, o clima em frente à embaixada foi de hostilidade, para atemorizar Zelaya e as dezenas de pessoas que o acompanham desde que chegou à sede diplomática brasileira, na segunda-feira passada.

O Ministério Público confirmou hoje que pelo menos duas pessoas morreram em Honduras em incidentes registrados desde que Zelaya voltou ao país.

Trata-se de um idoso de 65 anos que morreu "em um fogo cruzado" entre a Polícia e simpatizantes de Zelaya em Tegucigalpa, e de um jovem que morreu devido ao disparo de um policial, por não parar, em San Pedro Sula, 243 quilômetros ao norte da capital. EFE gr/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG