O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, revelou neste domingo que não conseguiu pousar em Tegucigalpa porque a pista estava bloqueada por veículos militares e seu avião foi ameaçado de interceptação pela Força Aérea hondurenha.

Da terra, disseram aos pilotos que seriam "interceptados por aviões da Força Aérea" se insistissem na tentativa de pouso, informou Zelaya em declarações à rede Telesur, sediada na Venezuela.

O avião de Zelaya pousou finalmente em Manágua, e não em El Salvador, onde o líder deposto era aguardado pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, e pelos presidentes de Argentina e Equador, Cristina Kirchner e Rafael Correa.

"Temos que tentar voltar ao país. Se não for agora, o faremos amanhã", disse o presidente deposto, que lamentou o fracasso da tentativa de seus partidários de romper o cerco militar ao aeroporto.

"Se tivesse um pára-quedas, teria pulado imediatamente do avião".

"É uma barbárie o que ocorreu aqui em Honduras. Denuncio isto à comunidade internacional".

"A partir de amanhã, a responsabilidade cai sobre as potências, especialmente Estados Unidos", para tomar "ações imediatas" contra o regime golpista".

rpl/LR

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