Zelaya apoia plano de Arias e exige ser restituído ao poder

CIDADE DO MÉXICO - O presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya afirmou nesta terça-feira no México que está disposto a assinar o plano proposto pelo líder da Costa Rica, Óscar Arias, para devolver a paz a seu país, mas exigiu sua restituição ao poder, um dos pontos que o acordo contempla.

Redação com agências internacionais |

"Isto é uma condição 'sine qua non' para a paz em Honduras", disse o líder em entrevista coletiva realizada no México junto ao presidente mexicano, Felipe Calderón, que qualificou a situação em Honduras de "inaceitável".


Zelaya chegou ao México nesta terça-feira / Reuters

Ele também pediu às partes em conflito para encontrar "com urgência" fórmulas que "permitam resolver o problema".

"Hoje, mais que nunca, é imperativo que prevaleça a força do direito, e não o direito da força", afirmou Calderón durante a cerimônia de boas-vindas de Zelaya, realizada na residência oficial de Los Pinos, na capital mexicana.

O governante mexicano agradeceu ao presidente deposto pela visita e disse que o recebia "de braços abertos", como o país sempre fez com os "irmãos hondurenhos".

"Em nossos tempos, em nossa região, a ruptura da ordem constitucional é inaceitável", disse Calderón, que expressou sua solidariedade para com o povo e o "governo constitucional" de Honduras, representado por Zelaya.

Visita ao México

O líder hondurenho deposto se encontra em visita no México em resposta a um convite do presidente mexicano.

Calderón, cujo país exerce atualmente a secretaria temporária do Grupo do Rio, lembrou que o México defendeu desde o começo "a restituição da ordem constitucional" em Honduras.

Ele também expressou seu respaldo ao acordo de San José, como ficou conhecida a iniciativa do presidente da Costa Rica, Óscar Arias, para pedir a restituição de Zelaya.

O presidente mexicano reivindicou ao governo de Roberto Micheletti que aceite a proposta de Arias e se comprometeu a respaldar "com firmeza" esse processo para que tenha sucesso.

"Hoje e sempre rejeitamos de maneira enérgica qualquer tentativa de voltar ao passado autoritário que tanto dano fez a nossas nações", disse.

Arias sugere a formação de um "governo de unidade e de reconciliação nacional", liderado por Zelaya, e uma anistia política para seus opositores.

Amanhã a Organização dos Estados Americanos (OEA) deve realizar uma sessão ordinária onde analisará a possibilidade de enviar uma missão de alto nível a Honduras, iniciativa que é respaldada pelo governo da Espanha.

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