Zelaya anunciará medidas se acordo não for alcançado, diz embaixador

Washington, 16 jul (EFE).- O embaixador de Honduras nos Estados Unidos, Enrique Reina, disse hoje que o presidente deposto, Manuel Zelaya, anunciará medidas contra o atual Governo, se uma solução não for alcançada após as negociações de sábado, na Costa Rica.

EFE |

Zelaya, que foi deposto no dia 28 de junho e expulso do país, deu um prazo de 72 horas ao atual Governo se uma solução não for alcançada nas conversas de sábado, como forma de pressão.

O embaixador, que foi designado por Zelaya embora ainda não conte com a aprovação do Departamento de Estado dos EUA, assinalou que se um acordo não for alcançado nesse período, o presidente deposto anunciará medidas, as quais não quis antecipar.

"Depois destas 72 horas, ele retornará ao país em algum momento e veremos, mas não quero antecipar nada, quero esperar que o próprio presidente as anuncie", disse Reina.

Perguntado se poderiam ser medidas militares, Reina afirmou que "provavelmente não serão militares, mas com o apoio do povo".

"Não estamos buscando nenhuma resposta militar da parte de ninguém", disse Reina, que mostrou sua disposição de escutar as propostas das Nações Unidas e da Organização dos Estados Americanos (OEA).

O futuro embaixador disse que Zelaya "está disposto ao diálogo e a caminhos de entendimento, mas tem que voltar ao poder como manda a Constituição".

Sobre as possibilidade de uma anistia ou de um antecipação das eleições, previstas para novembro, como possível solução, reiterou que Zelaya está aberto ao diálogo, "mas não pode haver impunidade para certos atos se há mortes, crimes e violações de direitos humanos".

Além disso, considerou que o retorno de Zelaya é "muito necessário" para que o processo eleitoral de novembro "seja completamente livre" e que conclua seu mandato presidencial, que termina no dia 27 de janeiro de 2010.

Reina mostrou sua preocupação com a situação dos direitos humanos em Honduras e assinalou que "a imagem de aparente calma mostrada pelo Governo golpista não existe" e o acusou de controlar a mídia.

O embaixador disse ainda que o corte das ajudas de instituições como o Banco Mundial ou o Banco Interamericano de Desenvolvimento de Honduras que, lembrou, depende em 70% de colaboração do exterior, "devem ser estabelecidas como medidas de pressão". EFE elv/pd

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