Zelaya afirma que pelo menos 10 morreram em distúrbios em Honduras

Tegucigalpa, 23 set (EFE).- O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse hoje ter informações sobre pelo menos dez mortes no país após os incidentes registrados na terça-feira passada entre seus simpatizantes e as forças policiais.

EFE |

"Tenho informação de que mais de dez pessoas foram assassinadas ontem", disse Zelaya em declarações feitas por telefone a veículos de imprensa. Até o momento, nem seus seguidores, nem as autoridades confirmaram essas mortes.

Segundo o presidente deposto, que retornou ao país na segunda-feira passada e desde então está abrigado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, "há centenas de pessoas detidas e, além disso, dezenas de feridos".

O porta-voz da Polícia de Honduras, Orlín Cerrato, informou hoje que apenas uma pessoa morreu até o momento em decorrência dos distúrbios registrados ontem à noite em Tegucigalpa.

A Polícia assegurou que o número de seis mortos divulgado ontem à noite por Zelaya em declarações à imprensa local é "falso", mas confirmou que houve distúrbios em várias regiões da capital nos quais uma pessoa foi baleada.

Andrés Pavón, presidente do Comitê para a Defesa dos Direitos Humanos em Honduras (CODEH) - órgão aliado a Zelaya -, disse à Agência Efe que a organização sabe sobre duas mortes, uma ainda não confirmada, e de oito feridos por arma de fogo, assim como de dezenas de pessoas com lesões de diferente gravidade.

Soldados da Polícia e do Exército dissolveram hoje com gás lacrimogêneo e balas de borracha uma manifestação de seguidores de Zelaya que se aproximou das imediações do Congresso hondurenho.

Segundo testemunhas, há no local cartuchos das balas das armas usadas por policiais e militares. EFE jlp/bba

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