Zelaya adverte sobre risco de violência generalizada em Honduras

Manágua, 31 jul (EFE).- O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, advertiu hoje em Manágua sobre uma possível violência generalizada em seu país, caso não se reverta o golpe de Estado que o tirou do poder em 28 de junho passado.

EFE |

"O golpe deve ser revertido incondicionalmente ou, caso contrário, virá uma violência generalizada", assegurou Zelaya em entrevista ao "Channel 4" da TV local.

Segundo ele, esse possível cenário de violência desprestigiaria o estado de direito e o estado democrático no mundo.

"Os golpistas devem pagar as consequências ou se verá uma pandemia de golpes de Estado na América Latina", alertou.

Pelo menos 40 pessoas foram detidas quando a Polícia e o Exército de Honduras dispersaram hoje cerca de 200 seguidores do presidente deposto que bloqueavam uma estrada no oeste do país.

Segundo o porta-voz da Polícia Orlin Cerrato, "houve um despejo pela manhã" nas cercanias da cidade de Santa Rosa de Copán, cerca de 200 quilômetros a oeste de Tegucigalpa, perto da fronteira com a Guatemala.

O coordenador da Frente de Resistência Contra o Golpe, Rafael Alegria, confirmou o despejo e assegurou, no entanto, que os detidos foram mais de 50.

É o terceiro despejo de bloqueios em estradas em menos três dias em todo o país, depois dos violentos incidentes de quinta-feira em Tegucigalpa e em Comayagua, 80 quilômetros ao norte da capital. EFE lfp/rr

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