violência generalizada em Honduras - Mundo - iG" /

Zelaya adverte para risco de violência generalizada em Honduras

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, advertiu nesta sexta-feira para o risco de violência generalizada caso não se reverta o golpe de Estado que o tirou do poder em 28 de junho.

AFP |

"Ou revertemos o golpe ou haverá violência generalizada" no país, disse Zelaya em entrevista ao Canal 4 de televisão em Manágua, onde na quinta-feira ele se reuniu com enviados dos Estados Unidos.

"Os povos têm direito a protesto, à insurreição, como é o caso do povo hondurenho, que está sendo brutalmente reprimido", declarou.

Zelaya, que estabeleceu uma base de operações em Ocotal, perto da fronteira com Honduras, pediu ao embaixador americano em Tegucigalpa, Hugo Llorens, que Washington reforce as medidas contra o regime interino, liderado por Roberto Micheletti.

O presidente deposto lembrou que uma passeata de seus partidários foi "duramente reprimida por soldados e policiais". "Houve disparos, aviões fizeram rasantes sobre os manifestantes e jogaram bombas de gás lacrimogêneo na população".

"Há uma repressão cruel" em Honduras, denunciou Zelaya, afirmando que os Estados Unidos e a comunidade internacional precisam decidir se "ganham os golpistas ou ganha a democracia na América Latina".

Na quinta-feira, a polícia hondurenha, apoiada por militares, dispersou com violência uma manifestação de partidários de Zelaya, que bloqueava a estrada que liga Tegucigalpa a San Pedro Sula, a capital econômica do país.

Várias pessoas ficaram feridas por golpes de cassetete e um professor foi atingido por um tiro. A polícia deteve cerca de 30 manifestantes, incluindo o candidato presidencial independente Carlos H. Reyes e o sindicalista Juan Barahora.

Durante os confrontos, vários jornalistas também foram agredidos pela polícia.

afp/lm/LR

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG