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Zelaya acusa Arias de ser suave com golpistas

México, 5 ago (EFE).- O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, criticou hoje na Cidade do México o trabalho de mediação do governante da Costa Rica, Óscar Arias, ao acusá-lo de ser muito suave com os representantes do novo Governo hondurenho, liderado por Roberto Micheletti.

EFE |

"Independente da boa fé de Arias, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz, acho que tratou os golpistas com mãos suaves, e já chegou o momento de começar a apertar", afirmou Zelaya.

O líder deposto fez tal afirmação durante um evento em sua defesa promovido em um teatro da Cidade do México por uma série de organizações sociais mexicanas.

Zelaya disse "reconhecer o esforço da comunidade internacional" e explicou que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, aceitou Arias como mediador "porque queria que os Estados Unidos tivessem um papel protagonista".

"Muitos dos atores fundamentais do golpe de Estado em Honduras não surgiram do Governo do presidente americano, Barack Obama, mas sim dos falcões em Washington que o promoveram", acrescentou.

O governante deposto assegurou que sua derrubada revelou a "fraqueza da comunidade internacional", mas destacou o fato de que a situação de Honduras foi condenada pelos 192 países-membros da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Zelaya, que se reuniu ontem com o presidente mexicano, Felipe Calderón, afirmou que está disposto a travar uma "luta cívica, pacífica, com tolerância" para buscar sua restituição na Presidência de Honduras, mas assegurou que sua paciência "está acabando".

Entre os dias 17 e 21 deste mês, membros da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) visitarão Honduras para avaliar o cumprimento dos direitos humanos no país depois do golpe de Estado ocorrido em 28 de junho.

Em 1977, Honduras ratificou a Convenção Americana sobre Direitos Humanos e, apesar de o país ter sido suspenso da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 4 de julho por causa do golpe de Estado, deve continuar a cumprir as obrigações contraídas com o organismo por ter assinado esse documento e outros tratados nesta matéria. EFE jd-cae/bba

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