Zawahiri critica ONU e afirma que Bin Laden está vivo

Washington, 2 abr (EFE) - Ayman al-Zawahiri, número dois na hierarquia da rede terrorista Al Qaeda, afirmou hoje que Osama bin Laden está vivo e qualificou a Organização das Nações Unidas como uma inimiga do Islã.

EFE |

Em uma gravação divulgada através da internet pelo grupo IntelCenter, dedicado ao estudo das operações de grupos extremistas islâmicos, Zawahiri afirmou que a ONU "deu legitimidade à criação do Estado de Israel e à sua captura das terras muçulmanas".

Além disso, "legalizou a presença cruzada no Afeganistão e no Iraque".

As Nações Unidas "consideram a Chechênia uma parte inalienável da cruzada da Rússia e considera a Ceuta e Melilla partes inseparáveis da cruzada da Espanha", indicou.

O segundo no comando da Al Qaeda, que como Bin Laden estaria escondido em algum lugar do Afeganistão ou Paquistão, também pediu para que persistam os ataques aos judeus.

"Prometemos a nossos irmãos muçulmanos que faremos o possível para atacar os judeus em Israel e no exterior com a ajuda e guia de Alá", ressaltou.

Zawahiri tirou credibilidade de relatórios sobre uma suposta morte do líder da Al Qaeda, que, afirmou, "goza de boa saúde, pela graça de Alá".

"Os maus propositais sempre tratam de fazer circular rumores de que está doente", ressaltou.

O líder muçulmano de origem egípcia reiterou também seu apelo aos muçulmanos para lutar contra Governos aliados do Ocidente e atacar interesses israelenses e ocidentais em países muçulmanos.

"Pedimos à nação no Egito e a outras partes para atacar os cruzados e os interesses judeus onde se encontrem para obrigar os invasores a abandonar as terras muçulmanas e que deixem de apoiar a regimes corruptos", ressaltou.

Além disso, pediu aos muçulmanos para se unir aos combatentes em "campos abertos de jihad (guerra santa) como a Somália, Iraque, Argélia e Afeganistão ou apoiá-los com dinheiro e informação.

No dia 24 de março, Zawahiri pediu aos muçulmanos de todo o mundo para atacar interesses dos Estados Unidos e Israel em resposta às últimas operações israelenses na Faixa de Gaza. EFE ojl/db

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