Zardari diz que não tolerará violações da soberania paquistanesa

Islamabad, 20 set (EFE) - O novo presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, disse hoje que não será tolerada qualquer violação da soberania territorial do país, durante seu primeiro comparecimento perante as Câmaras nacionais após tomar posse do cargo.

EFE |

As declarações do presidente foram feitas em meio a uma recente onda inusitada de ataques, em território paquistanês, de tropas americanas destacadas no Afeganistão contra insurgentes.

Zardari afirmou que a força é "só o último recurso" na guerra contra o terrorismo, entre aplausos dos legisladores e sob o atento olhar do chefe do Exército, Ashfaq Kayani, e do líder do partido de oposição Liga Muçulmana-N, o ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, entre outros.

O viúvo de Benazir Bhutto pediu também a criação de um comitê parlamentar para revisar os poderes presidenciais de dissolver as Câmaras e colocar fim ao Governo.

Estas faculdades foram introduzidas por seu antecessor no cargo, o general reformado Pervez Musharraf, e receberam fortes críticas da legenda de Zardari, o Partido Popular do Paquistão (PPP), quando estava na oposição.

Após afirmar que a "honra" e o "privilégio" da Presidência lhe foram concedidos em nome de Bhutto, Zardari analisou os assuntos mais importantes que afetam o Paquistão e assegurou que tirará o país "da escuridão com a ajuda do Governo".

"Libertaremos o país da pobreza, da fome, do terrorismo e da desunião", ressaltou.

Horas antes de seu discurso, um ataque suicida contra um comboio das forças de segurança no noroeste do país matou pelo menos seis pessoas, segundo o Exército, embora fontes oficiais citadas pelas televisões tenham calculado em dez o número de mortos.

Zardari foi eleito presidente no dia 6 por uma maioria superior a dois terços dos legisladores nacionais e provinciais e empossado três dias depois, colocando fim ao mandato de quase nove anos de Musharraf.

Este renunciou em meados de agosto, antes que a coalizão agora no poder iniciasse um processo de cassação contra si. EFE igb/db

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