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Zardari diz que Musharraf deve abandonar cargo para não sofrer impeachment

Islamabad, 24 mai (EFE).- O líder do governante Partido Popular do Paquistão (PPP), Asif Ali Zardari, afirmou hoje que o presidente do país, Pervez Musharraf, deveria abandonar seu cargo para evitar um processo de impeachment que lhe obrigaria a se retirar.

EFE |

Em entrevista coletiva após uma reunião do comitê executivo do PPP, Zardari disse que sua formação nunca aceitou Musharraf como presidente constitucional do Paquistão, segundo o canal "Geo TV".

O viúvo de Benazir Bhutto fez estas declarações após uma troca de acusações com Musharraf, embora até agora o PPP não tivesse se posicionado claramente sobre sua opinião em relação à manutenção do ex-chefe do Exército no cargo presidencial.

O partido de Bhutto finalizou hoje um pacote de emendas constitucionais que pretende levar ao Parlamento, onde precisará do apoio de dois terços da câmara para aprová-lo.

Boa parte das reformas que o partido de Bhutto quer introduzir está, precisamente, destinada a reduzir os poderes do presidente, como: o fim do poder para dissolver o Parlamento, que passaria para o primeiro-ministro, além da criação de limites para seus mandatos.

Zardari destacou que esse pacote de medidas também inclui uma proposta para restaurar os juízes destituídos por Musharraf, em novembro de 2007, embora o partido ainda não tenha tomado uma decisão final a respeito.

O líder do PPP acrescentou que, em todo caso, será o Parlamento que terá a autoridade para decidir sobre todos os assuntos.

Em entrevista coletiva anterior, o ministro da Justiça, Farooq H.

Naek, anunciou os 62 pontos da bateria de reformas que a formação liderada pelo Governo paquistanês pretende levar à Assembléia Nacional.

Algumas das reformas incluem a mudança do nome da conflituosa Província da Fronteira do Noroeste para Pukhtunkwa; o aumento das cadeiras parlamentares para minorias, e a retirada do poder do presidente de nomear os governadores das províncias, o que seria feito pelo Chefe de Estado.

Para que essas medidas entrem em vigor, o apoio da Liga Muçulmana-N é imprescindível, embora a formação de Nawaz Sharif tenha abandoando, em 13 de maio, a coalizão na qual havia se unido ao PPP após as eleições de fevereiro.

Os ministros do partido de Sharif saíram do Governo prevendo que o PPP não restauraria os magistrados do Supremo, conforme o acordo de coalizão assinado entre ambos os partidos. EFE igb-amp/fb

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