não silenciará mensagem de Bhutto - Mundo - iG" /

Zardari diz que Al Qaeda não silenciará mensagem de Bhutto

Nações Unidas, 25 set (EFE) - O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, advertiu hoje na ONU à Al Qaeda e aos talibãs de que se enganam se acham que, silenciando Benazir Bhutto, silenciariam sua mensagem, e reivindicou uma investigação do organismo sobre o assassinato da ex-primeira-ministra. O viúvo de Bhutto colocou o retrato da esposa na tribuna durante seu discurso perante a Assembléia Geral da ONU, na qual pediu justiça para o crime e lembrou sua figura. Uma investigação da ONU sobre o assassinato de Benazir Bhutto garantiria ao povo paquistanês que a comunidade internacional se interessa por ele e que a Carta das Nações Unidas não é uma mera retórica. Devemos isso a ela e à história, afirmou.

EFE |

O presidente do Paquistão lembrou a "Doutrina da Reconciliação" de Bhutto, a qual definiu como o equivalente ao Plano Marshall de ajuda à Europa depois da Segunda Guerra Mundial e Mapa de Caminho para a paz e a cooperação entre o Oriente e Ocidente e entre todas as civilizações.

Zardari disse que o Paquistão é vítima na "guerra do terror" e que manterá a luta contra os terroristas que "usam nosso território para planejar ataques a nossos vizinhos ou outros países".

No entanto, advertiu de que "ações unilaterais dos grandes poderes e violações da soberania nacional não ajudarão a eliminar a ameaça terrorista, mas poderiam causar o efeito contrário".

O Exército do Paquistão atirou, na semana passada, contra dois helicópteros americanos que violaram seu espaço aéreo na fronteira com o Afeganistão, na segunda resposta paquistanesa aos bombardeios "acidentais" dos Estados Unidos a seu território.

Durante sua estadia em Nova York, Zardari se reuniu com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, com quem falou sobre os recentes incidentes armados entre os dois países.

Ao ser questionado pela imprensa sobre os disparos contra os helicópteros, disse que se tratava de "fogos de artifício" e eram para "advertir-lhes de que estavam ultrapassando a fronteira".

Zardari, que foi eleito presidente em 6 de setembro, pediu o apoio moral, político e econômico da comunidade internacional na guerra contra o terrorismo, porque "nossa estabilidade está ligada à segurança mundial".

Também defendeu uma melhora das relações entre Paquistão, Afeganistão e Índia, porque ajudaria a criar um ambiente regional para reduzir o militarismo regional. EFE va/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG