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Zardari afirma que sonho de Benazir Bhutto se tornou realidade

Islamabad, 6 set (EFE).- O recém-eleito presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, declarou que hoje foi cumprido o sonho da falecida esposa, a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, após readquirir a chefia de Estado do poder da ditadura.

EFE |

"Com a Presidência recobrada da ditadura e devolvida a um Governo democrático, o sonho de Benazir Bhutto se cumpriu", disse o viúvo da ex-primeira-ministra, em comunicado.

O líder do Partido Popular do Paquistão (PPP) agradeceu ao povo e aos partidos que lhe deram apoio, a confiança depositada ao elegê-lo com um "voto arrasador", e prometeu estar à altura das circunstâncias, fortalecer o país e curar as feridas do passado.

Segundo dados da Comissão Eleitoral, que ainda não foram oficializados, Zardari foi eleito hoje novo chefe de Estado em uma votação parlamentar com 482 votos dos 702 em jogo.

O líder do PPP venceu o candidato da Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N) do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, o ex-chefe do Supremo Saeeduzzaman Siddiqui, que obteve 153 votos, enquanto o aspirante da Liga Muçulmana do Paquistão-Quaid (PML-Q), formação que dava apoio a Musharraf, Mushahid Hussain, obteve 45.

"Minha cabeça se inclina em gratidão a Alá", disse Zardari.

O viúvo de Bhutto elogiou a "atmosfera democrática e política" desta votação frente à de outubro de 2007, na qual o ex-presidente Musharraf saiu reeleito, e que levou a "uma crise constitucional sem precedentes, tanto em escala nacional quanto internacional" O PPP se absteve naquela votação para facilitar a reeleição de Musharraf, legitimando assim o processo. Pouco depois, o ex-presidente assinou uma ordenança que permitia a volta do exílio de Bhutto.

Zardari agradeceu a "sabedoria política, liderança e sagacidade" da falecida esposa e elogiou "o último sacrifício que fez para que a democracia se acomode no país", segundo o comunicado.

Bhutto morreu em um atentado na cidade de Rawalpindi, perto de Islamabad, em 27 de dezembro de 2007.

O líder do PPP disse que, para cumprir os "sonhos" de Bhutto apoiará o Governo para emendar a Constituição e "corrigir o desequilíbrio de poderes entre a Presidência e o Parlamento".

O chefe de Estado no Paquistão tem a prerrogativa de dissolver as assembléias e afastar o Governo, se considerar necessário, em virtude de uma emenda introduzida quando Musharraf ocupava o poder.

Musharraf renunciou em 18 de agosto, após nove anos no poder, antes que a coalizão governamental liderada pelo PPP iniciasse um processo de destituição contra ele. EFE igb/an

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