Madri, 4 jul (EFE).- O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, se comprometeu hoje a não reduzir a ajuda ao desenvolvimento, apesar das dificuldades econômicas que atingem o país e que se traduzem em aumentos de preços e do desemprego, assim como na diminuição da atividade produtiva.

Zapatero assumiu esse compromisso durante a primeira jornada do Congresso do Partido Socialista Espanhol (PSOE), que se prolongará até domingo, e durante o qual será reeleito secretário-geral.

Em discurso marcado por um tom positivo, Zapatero reivindicou sua pertinência à esquerda, dos pontos de vista ideológico e da ação política, e disse que a Espanha pode assumir um papel de liderança entre os países desenvolvidos que prestam socorro para acabar com a pobreza no mundo.

Em janeiro, o Governo aprovou o plano de cooperação para 2008, que prevê destinar 5,509 bilhões de euros à ajuda ao desenvolvimento.

Zapatero não reduzirá essa quantia, pois afirmou ser "consciente" de que o desafio em uma sociedade globalizada é acabar com a miséria, a fome e a falta de saúde.

"Cada passo que dermos (na cooperação ao desenvolvimento) nos fará maiores e mais dignos. Assim sairemos do canto da história e seremos reconhecidos", assegurou o líder socialista espanhol.

Ele se mostrou convencido de que os espanhóis "aprenderam com sua história", e agora são um povo "com um profundo sentimento antibelicista".

Em sua opinião, isso se traduz na presença em missões de paz em diversos países do mundo, como o Afeganistão, o Líbano e a antiga Iugoslávia.

A situação econômica espanhola também não forçará uma redução da despesa em obras sociais, segundo Zapatero, cujo compromisso passa também por ampliar os direitos dos setores "vulneráveis" e aprofundar os valores de paz e justiça no marco de um Estado laico.

EFE jgb/gs

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