Zapatero promete acordo entre UE e América Central para 2010

San Salvador, 31 out (EFE).- O presidente do Governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, se comprometeu hoje a convocar em janeiro de 2010, em Madri, sob a Presidência espanhola da União Européia (UE), uma cúpula de líderes centro-americanos e europeus para assinar uma acordo de associação.

EFE |

Segundo fontes do Governo espanhol, Zapatero se mostrou disposto a que o acordo de associação que a América Central está negociando com a UE seja assinado definitivamente na capital espanhola em janeiro de 2010.

Perante o compromisso de Zapatero, o rei Juan Carlos disse aos chefes de Estado da América Central esperá-los "em Madri em janeiro de 2010" e que a "Espanha estará sempre" do lado deles.

Durante a Cúpula Ibero-Americana, em San Salvador, os países centro-americanos mostraram sua preocupação com a falta de liquidez nos mercados financeiros, que impede que o crédito flua. Por isso, pediram à Espanha uma linha de crédito para seus bancos centrais.

Zapatero, em San Salvador, se comprometeu a estudar este pedido e a analisar possíveis fórmulas para atendê-la.

Neste contexto, fez um diagnóstico da situação financeira internacional e destacou a necessidade de trabalhar por um novo sistema baseado em uma supervisão intensa por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI) com um novo mandato e regras mais severas.

Na opinião do presidente do Governo espanhol, o FMI deve refletir sobre a nova situação geopolítica e não se basear só em Estados Unidos e Europa.

Outro assunto abordado na reunião foi a política espanhola de cooperação na América Central, que recebeu nos últimos quatro anos US$ 40 milhões em ajuda.

Os projetos, segundo explicou Zapatero, se centraram em segurança, saúde, educação e prevenção dos desastres naturais.

Do encontro de hoje, participaram, além de Zapatero e do rei, o presidente salvadorenho, Elías Antonio Saca, e os chefes de Estado Daniel Ortega (Nicarágua), Martín Torrijos (Panamá), Óscar Arias (Costa Rica), Álvaro Colom (Guatemala), Leonel Fernández (República Dominicana) e Manuel Zelaya (Honduras). EFE Brf/rr

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