Zapatero prevê recuperação econômica em 2010

Madri, 30 dez (EFE).- O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, disse hoje que 2009 foi o ano da consolidação da posição da Espanha no mundo e previu que 2010 será o da recuperação econômica.

EFE |

Zapatero fez nesta quarta-feira um balanço do ano na política e falou sobre os desafios para 2010, com especial atenção ao primeiro semestre, quando a Espanha ocupará a Presidência da União Europeia (UE).

O chefe de Governo espanhol comprometeu a trabalhar para que a UE tenha mais peso e influência em sua relação com os Estados Unidos, América Latina e o Mediterrâneo e para que haja uma plena aplicação do Tratado de Lisboa.

Sobre a economia espanhola, Zapatero disse que o objetivo do Governo em 2010 é passar "da forte perda de emprego à moderação nessa perda e à criação de postos de trabalho" ao final do ano.

No entanto, admitiu que os números de desemprego na Espanha são "duros e muito altos" e que vão exigir mais esforços.

Dois dias depois de o ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, dizer que as forças de segurança do país trabalham com a hipótese de que a organização terrorista ETA pode cometer um sequestro, o chefe de Governo espanhol também falou sobre o assunto.

Zapatero afirmou que a ETA sofre um "assédio permanente" e um "processo de enfraquecimento", fruto do trabalho das Forças de Segurança e "graças ao acerto da direção da política antiterrorista".

O presidente do Governo da Espanha também se mostrou satisfeito com a redução do número de imigrantes ilegais que chegaram à Espanha - de 14 mil em 2008 para sete mil -, mas disse que não se deve "baixar a guarda".

No entanto, o conservador Partido Popular (PP), o principal da oposição na Espanha, não concordou com o balanço feito por Zapatero e chamou 2009 de "ano perdido".

O líder do PP, Mariano Rajoy, considerou "necessário e imprescindível mudar a política econômica de A a Z" para evitar que a situação piore na Espanha e pediu ao Governo para que "não engane" ao apontar o começo da recuperação para 2010. EFE bal-nac-eco/bba

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