Zapatero finaliza composição do novo Gabinete para seu segundo mandato

Madri, 13 abr (EFE).- O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, está finalizando hoje a composição da estrutura completa do novo Gabinete, com o qual dará início amanhã a seu segundo mandato, após os ministros assumirem os cargos.

EFE |

A mudança de nome de alguns ministérios exige a redistribuição de atribuições e a transferência de algumas secretarias de Estado de um departamento para outro, enquanto duas novas pastas recém-criadas - Ciência e Inovação, e Igualdade - ainda não têm sedes.

O presidente e seus colaboradores mais próximos trabalham hoje para fechar todas essas lacunas, já que está marcada para amanhã a primeira reunião do Conselho de Ministros da nova legislatura, quando será aprovada a estrutura do Executivo com as correspondentes secretarias de Estado e as direções gerais de cada ministério.

A reunião acontecerá após os ministros serem empossados em seus respectivos cargos, depois de prestarem juramento ao rei Juan Carlos da Espanha.

Alguns deles já estavam trabalhando hoje com o presidente no Palácio da Moncloa, sede do Governo espanhol.

É o caso das titulares dos dois novos ministérios: Cristina Garmendia, que comandará a pasta de Ciência e Inovação, e Bibiana Aído, que a partir de amanhã conduzirá o Ministério da Igualdade e se tornará, aos 31 anos, a ministra mais jovem da história da Espanha.

Também passaram pelo Palácio da Moncloa os novos responsáveis da Indústria, Turismo e Comércio, Miguel Sebastián; e o de Trabalho e Imigração, Celestino Corbacho.

As caras novas do Executivo também aproveitaram o dia para se apresentarem à imprensa e transmitir aos jornalistas, no caso de Corbacho, seu desejo de "trabalhar em equipe" com todos os membros do Gabinete, além de sua decisão de convocar os sindicatos para a próxima semana.

Sebastián se disse "muito" esperançoso, assim como Garmendia, que agradeceu a aposta de Zapatero na pasta de Ciência e Inovação, que disse ser "um dos motores da economia".

Aído garantiu que trabalhará "sem descanso" para fazer da Espanha um país sem diferenças, onde o fato de nascer homem ou mulher não determine o destino das pessoas.

A também estreante ministra da Habitação, Beatriz Corredor, disse em um ato público do Partido Socialista (PSOE), em Madri, que, para um servidor público, a "maior honra" que pode existir é fazer parte do Governo.

Os cinco novos ministros e os doze veteranos têm uma agenda bastante intensa nesta segunda-feira, que, no caso da titular da Defesa, Carme Chacón, inclui um ato no qual, pela primeira vez, passará revista às tropas junto a seu antecessor no cargo, José Antonio Alonso.

Assim que todos assumirem os cargos, eles se reunirão para aprovar um organograma que deve se manter sem mudanças nos 12 ministérios que continuam com suas atribuições: Presidência, Economia e Fazenda, Assuntos Exteriores e Cooperação, Justiça, Defesa, Interior, Fomento, Cultura, Saúde e Consumo, Habitação, e Indústria, Turismo e Comércio.

O Ministério da Educação se separa da pasta da Ciência e passa se chamar Ministério da Educação, Política Social e Esportes, enquanto o de Universidades passará a ser competência do novo Ministério de Ciência e Inovação.

Com a criação do Ministério da Igualdade, a imigração sai da política social para ser incorporada à pasta do Trabalho, e os antigos departamentos de Agricultura e Meio Ambiente se fundem no Ministério do Meio Ambiente, Meio Rural e Marinho.

É uma estrutura de Governo "continuísta", segundo o líder do oposicionista Partido Popular (PP), Mariano Rajoy, e "coerente", segundo os socialistas.

O secretário do PSOE, José Blanco, respondeu as declarações de Rajoy afirmando que quem fala de continuísmo "é uma pessoa que está há 25 anos sem descer do carro oficial, o mais continuísta da direita espanhola". EFE pi/wr/an

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