Zapatero defende trabalho dos EUA no Haiti e ajuda europeia

Estrasburgo (França), 20 jan (EFE).- O chefe do Executivo espanhol e presidente rotativo da União Europeia (UE), José Luis Rodríguez Zapatero, defendeu hoje o trabalho dos Estados Unidos em apoio às vítimas do terremoto no Haiti, e garantiu que a ajuda europeia ao país estará à altura das circunstâncias.

EFE |

"Ver helicópteros, ver marines que levam alimentos, colocam ordem e salvam vidas, para mim, pessoalmente, parece um fato a aplaudir", disse Zapatero, em resposta às críticas de alguns eurodeputados ao envio em massa de tropas americanas para cooperar no Haiti.

Washington decidiu mobilizar 7,5 mil soldados, que se juntarão aos 5,8 mil já deslocados no país, em um movimento que foi criticado por outros membros da comunidade internacional envolvidos na ajuda ao Haiti.

Além disso, Zapatero se mostrou a favor da possível criação de uma força rápida europeia para intervir em catástrofes deste tipo, uma iniciativa defendida por vários grupos no Parlamento Europeu.

O chefe do Executivo espanhol, que discursou diante da Eurocâmara para apresentar os planos da Presidência espanhola da UE, dedicou suas primeiras palavras à situação no país caribenho e à resposta comunitária à catástrofe.

"Em poucas ocasiões como na tragédia do Haiti vamos demonstrar nosso compromisso com o que acontece no mundo e nos países que mais sofrem", disse Zapatero aos eurodeputados.

O presidente do Governo espanhol explicou que, "desde o primeiro momento", a Presidência rotativa, em coordenação com a Comissão Europeia e a chefe da diplomacia comunitária, tentou dar uma resposta à catástrofe.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que pelo menos 17 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor. EFE mvs/an

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