Piedad Viñas Madri, 12 abr (EFE).- Após confirmar sua reeleição, o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, anunciou hoje a composição de seu novo Governo, no qual se destaca a grande presença feminina, e o recém-criado Ministério da Igualdade.

Está é a primeira vez na história em que o Governo espanhol tem mais mulheres do que homens à frente de seus Ministérios.

O gabinete foi apresentado hoje pelo presidente reeleito do Governo espanhol, em entrevista coletiva concedida após prestar juramento ao rei Juan Carlos.

"Sempre achei que é muito bom dar o exemplo", disse Zapatero na entrevista coletiva, fazendo uma clara aposta pela paridade entre os gêneros.

Membro do artido Socialista Operário Espanhol (PSOE), o presidente do Governo espanhol se declarou muito orgulhoso do que definiu como um gabinete "moderno", e que conta com a "força política" necessária para atender aos desafios dos próximos quatro anos.

Cinco novas caras, dois novos Ministérios (Igualdade e Ciência e Inovação), e a fusão das pastas de Agricultura e Meio Ambiente são outras das novidades do novo Governo Zapatero que, ao mesmo tempo, conserva seu núcleo duro, liderado pelas duas Vice-Presidências.

A grande surpresa sem dúvida foi a ascensão de Carme Chacón, ministra de Habitação na legislatura passada, à pasta da Defesa, passando a ser a primeira mulher a ocupar o cargo na Espanha.

Segundo Zapatero, a nomeação de Chacón é "um sinal de normalidade" e de que "ela pode fazer igual ou melhor do que um homem".

Outra das mulheres de seu Governo que causou surpresa, ao se tornar a ministra mais jovem da história da Espanha é Bibiana Aido, de apenas 31 anos, e até agora diretora da Agência para o Desenvolvimento do Flamenco da Andaluzia.

Aido foi a escolhida para estar à frente do novo Ministério de Igualdade, no qual se ocupará de impulsionar a presença feminina na esfera pública e no âmbito trabalhista, além de combater "sem descanso", disse Zapatero, a violência contra a mulher.

Chacón e Aido são apenas duas das nove ministras que, também pela primeira vez, superam em número seus oito colegas ministros.

María Teresa Fernández de la Vega continua à frente da primeira Vice-Presidência espanhola e do Ministério da Presidência; Magdalena Álvarez comanda a pasta de Fomento; Mercedes Cabrera, a de Educação, Política Social e Esporte; Elena Espinosa, a de Meio Ambiente, Meio Rural e Marinho, e Elena Salgado, a de Administrações Públicas.

As duas ministras restantes são, junto com Aido, as estreantes femininas no Governo: Beatriz Corredor, à frente de Habitação; e Cristina Garmendia, na nova pasta de Ciência e Inovação.

Continuam no núcleo duro do Executivo, além da vice-presidente Fernández de la Vega, o segundo vice-presidente e ministro de Economia e Fazenda, Pedro Solbes; o ministro de Assuntos Exteriores e Cooperação, Miguel Ángel Moratinos; o de Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, e o de Justiça, Mariano Fernández Bermejo.

Outros que serão mantidos em seus respectivos cargos são César Antonio Molina à frente de Cultura, e Bernat Soria em Saúde e Consumo.

Celestino Corbacho será o ministro de Trabalho e Imigração, e Miguel Sebastián comandará o Ministério de Indústria, Comércio e Turismo.

O presidente do Governo espanhol afirmou que a estrutura deste Executivo é "coerente" com os grandes eixos do programa de sua posse e os objetivos estabelecidos para os próximos quatro anos.

Para Zapatero, esses objetivos são voltados para fazer com que a economia cresça "mais e melhor", enfrentar a luta contra a mudança climática, e avançar rumo à igualdade entre homens e mulheres.

Por fim, Zapatero elogiou os ministros que estão deixando o Governo - Jesús Caldera, Joan Clos e Cristina Narbona - e afirmou que terão "novas tarefas no projeto socialista". EFE pi/bba/gs

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