Zapatero anuncia estratégia antiterrorista e apresenta pacote anti-recessão

O socialista José Luis Rodríguez Zapatero apresentou nesta terça-feira aos demais partidos uma estratégia antiterrorista contra o ETA e um pacote de medidas para combater a recessão, no Congresso, que deve aprovar seu nome como presidente de governo para um novo mandato de quatro anos.

AFP |

Zapatero prometeu estimular a idéia da Espanha como país "próspero, decente, eficiente, unido e diverso" e ofereceu aos partidos a "vontade de diálogo para obter um clima político sereno".

Durante a exposição do programa de governo antes de ser investido pelos deputados como chefe de Governo para um segundo mandato, Zapatero pediu apoio para elaborar uma estratégia antiterrorista compartilhada por todos.

Ele insistiu que deseja um plano que seja de todos os grupos, depois da tentativa frustrada de negociar com a organização separatista armada basca ETA o fim da violência durante o mandato passado, o que foi muito criticado sobretudo pela oposição conservadora.

"O ETA só tem um destino: acabar com a barbárie definitiva e incondicionalmente".

As eleições legislativas de 9 de março, vencidas pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) de Zapatero, foram marcadas pelo assassinato de um ex-vereador socialista dois dias antes da votação pelo ETA.

Nesta terça-feira, porém, Zapatero começou o discurso falando de economia e admitiu que a recessão mundial chegou à Espanha. Por isto apresentou um pacote de medidas a curto prazo para combater a desaceleração econômica.

As metas são aliviar as famílias, reduzir a queda no setor da construção e facilitar o aceso à moradia.

A primeira medida é a devolução de 400 euros às pessoas que pagam impostos, proposta que provocou polêmica quando foi apresentada durante a campanha eleitoral, já que não beneficia as pessoas mais pobres.

"A Espanha viverá uma fase de crescimento distinto do que vimos há quatro anos, com taxas de crescimento inferiores, mas este período é transitório", disse Zapatero, antes de afirmar que superado este momento, o país retomará as taxas de crescimento e geração de emprego.

No entanto, segundo o líder socialista a recessão não fará com que o governo abdique das aspirações sociais, que pretende promover uma lei de combate a qualquer tipo de discriminação.

O governo socialista não mudará a política de imigração e seguirá estimulando a via legal.

Além disso, anunciou que a América Latina ocupará uma "posição relevante" entre as prioridades do próximo governo e que deseja abrir um novo capítulo na relação com os Estados Unidos.

"Trabalhamos para consolidar lá democracia, para fortalecer a coesão social e para lutar contra a desigualdade e a pobreza nessa região".

esb/fp

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