Zapatero agradece Obama por citar Espanha como aliada em debate

Madri, 28 set (EFE).- O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, agradeceu hoje ao candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, a consideração que mostrou com a Espanha em seu debate com o candidato republicano à Casa Branca, John McCain, ao destacar a condição de países amigos e aliados.

EFE |

Zapatero expressou esse agradecimento durante um congresso do Partido Socialista (PSOE, governista) na cidade de Valência.

No primeiro debate entre Obama e McCain sexta-feira à noite, o democrata reprovou seu adversário por não saber se estaria disposto a se reunir com Zapatero "sendo a Espanha um aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)".

"Somos amigos dos EUA, assim como somos amigos da paz e da legalidade internacional", disse o presidente do Governo espanhol.

Zapatero aproveitou para expressar seu desejo de que a "dificílima situação financeira vivida pela maior potência do mundo tenha uma resposta positiva com o plano que o Governo (americano) negocia com o Congresso porque será um elemento de confiança para todos".

"Mas é preciso dizer: o capitalismo sem limites, o mercado sem supervisão, o afã do lucro pelo lucro acima de qualquer outra consideração; o desregular, essa filosofia política velha e defendida pelos neoconservadores que se sentem tão perto de Aznar e Rajoy, fracassou", declarou.

Zapatero se referia ao ex-presidente do Governo espanhol José María Aznar (1996-2004) e ao atual líder do principal partido da oposição, Partido Popular (PP), Mariano Rajoy.

Segundo Zapatero, o tempo mostrou que as coisas devem ser feitas com seriedade e rigor, e que o conjunto da sociedade, representada nos Governos, não pode estar à margem do que acontece no sistema financeiro.

Nesse contexto, advertiu que todos os que querem de uma ou outra maneira denegrir a atividade política pretendem debilitar o Estado para ter amplo espaço para seus interesses particulares.

"Defender o público, defender que é preciso intervir para corrigir e para apoiar a empresa produtiva e séria é o que corresponde a um projeto como o nosso". EFE BB/wr/rr

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