Yvo de Boer defende mudança para o biocombustível feito com resíduos

Pequim, 24 abr (EFE).- O secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança Climática, Yvo de Boer, disse hoje que, para superar o dilema atual sobre os biocombustíveis, é necessário passar o mais rápido possível aos de segunda geração, fabricados a partir de resíduos.

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"Estamos diante de um dilema. Por um lado (os biocombustíveis) são uma boa oportunidade para sair dos fósseis e conseguir menos emissões, mas, ao mesmo tempo, a produção de milho, soja ou cana-de-açúcar para produzí-los está deslocando colheitas agrícolas e fazendo subir os preços dos alimentos", disse.

De Boer fez estas declarações em entrevista coletiva durante um fórum nacional sobre mudança climática e inovação realizado em Pequim.

"A saída é nos mexer tão rápido quanto for possível para a segunda geração de biocombustíveis", produzidos a partir de resíduos, disse.

Acrescentou que, embora já existam biocombustíveis de segunda geração, "parte do problema é que são ainda muito caros, e são necessários investimentos e desenvolvimento para torná-los mais baratos".

Criados como uma das alternativas "verdes" ao petróleo, os biocombustíveis foram acusados este mês pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Mundial (BM) de serem culpados pela crise global gerada pela alta dos preços dos alimentos.

No entanto, alguns dos principais produtores, como o Brasil, responderam que a responsabilidade da atual crise é o protecionismo dos países desenvolvidos, que "distorce" os mercados e impede o desenvolvimento das nações mais pobres. EFE cg/an

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