Xinjiang sob forte vigilância e pedidos por estabilidade

Por Chris Buckley URUMQI, China (Reuters) - A situação começou a voltar ao normal em Urumqi no domingo, com tropas de segurança concentradas nos bairros de Uighur enquanto autoridades apontam a estabilidade da região de Xinjiang como a prioridade.

Reuters |

As lojas abriram e o trânsito intenso retornou às ruas de Urumqi, a capital da região deserta na fronteira ocidental da China, após 184 pessoas morrerem em conflitos étnicos na última semana, quando Uighurs se revoltaram e atacaram os residentes chineses Han.

De acordo com os dados oficiais, 137 dos mortos eram chineses Han, que formam a maioria da população de 1,3 bilhão da China, e 46 eram Uigjurs, o maior grupo muçulmano de Xinjiang, que divide seus laços culturais com os povos da Ásia Central.

"Parece que estamos voltando ao normal agora, mas eu sinto que vai haver mais problemas", disse Xia Lihai, um vendedor chinês Han.

Ele afirmou haver riscos de mais protestos quando as prisões, julgamentos e sentenças forem anunciados.

Um incêndio em uma refinaria operada pela PetroChina foi controlado na manhã de domingo, e a polícia não descarta um ataque premeditado.

No sábado, Zhou Yongkang, a autoridade para Assuntos de Segurança, visitou as cidades de Kashgar e Hotan, no sul de Xinjiang, pedindo uma "parede de aço" de segurança para "vencer a dura batalha para manter a estabilidade de Xinjiang".

As autoridades devem "cortar os perigos escondidos pela raiz", ele disse, acusando "forças hostis" do país e do exterior pelos protestos.

A TV local exibe apelos constantes por harmonia étnica, enquanto o acesso à internet foi bloqueado em Xinjiang.

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