Woody Allen é a aposta do Festival de Tribeca para atrair público

David Valenzuela. Nova York, 22 abr (EFE).- O cineasta americano Woody Allen abre hoje a 8ª edição do Festival de Cinema de Tribeca com a estreia de Whatever works, o retorno do diretor ao cenário nova-iorquino após cinco anos filmando na Europa.

EFE |

Os nova-iorquinos, retratados tão bem pelo diretor em seus filmes, serão hoje os primeiros a ver o longa-metragem com o qual Allen volta a Nova York, à sua idolatrada Manhattan.

Desta forma, o cineasta dá um tempo em seu flerte profissional com Londres e Barcelona, e abre mão momentaneamente da musa de suas últimas produções, a atriz Scarlett Johansson, que não está no elenco do filme.

Os cinéfilos criaram grandes expectativas para ver como Allen mostrará a cidade, cinco anos após ter usado Nova York pela última vez como cenário de um longa, neste caso "Melinda e Melinda".

Do outro lado do Atlântico, o cineasta dirigiu filmes tão aclamados pela crítica quanto "Ponto Final - Match Point" ou "Vicky Cristina Barcelona".

"Este filme concede ao festival um sabor muito nova-iorquino, e estou animado em apresentá-lo, porque Woody é a base do cinema desta cidade", disse à Agência Efe o ator Robert De Niro, que fundou a mostra cinematográfica após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Os organizadores do Festival de Tribeca acharam "Whatever works" o longa perfeito para atrair a atenção na noite de abertura de um evento que, nesta edição, apresentará um bom número de filmes tendo Nova York como cenário e com tom de comédia.

"O público vai rir muito. O filme de Allen é muito divertido, e mostrará como vê Nova York agora que está de volta à cidade", afirmou à Efe David Kwok, um dos responsáveis do programa do festival.

Os sortudos que assistiram a "Whatever works" em limitadas exibições privadas concordam com Kwok em que o humor está muito presente em um longa no qual se pode ver paralelismos com a vida de Allen.

O protagonista é Larry David, um judeu nova-iorquino como Allen e que é considerado por muitos o "alter ego" do cineasta, já que faz Boris, um homem excêntrico que abandona sua vida de conforto para tentar a sorte com uma existência mais boêmia como professor de xadrez.

Durante esta nova fase, ele se apaixona por uma menina muito mais nova que ele, interpretada por Evan Rachel Wood.

Patricia Clarkson - a quem Allen já dirigiu em "Vicky Cristina Barcelona" -, Ed Begley Jr., Michael McKean e Henry Cavill completam o elenco do longa, cujo roteiro foi escrito pelo diretor há três décadas com a ideia de que fosse protagonizado pelo comediante judeu Zero Mostel.

No entanto, a morte do humorista, em 1977, frustrou o plano.

Na mostra, o Brasil será representado por quatro produções: o curta "Quase todo dia", de Gandja Monteiro; os documentários "Garapa", de José Padilha, e "Only when I dance", de Beadie Finzi; e o curta-documentário "Kogi", de Paula Gaitán.

O cineasta é um dos nomes mais relevantes que passarão este ano pelo Festival de Tribeca até 3 de maio, mas não o único, pois diretores como Spike Lee ou Steven Soderbergh estrearão suas últimas produções na mostra cinematográfica.

"Kobe Doin' Work" e "Passing Stranger" são as propostas de Lee, enquanto Soderbergh mostrará "The Girlfriend Experience", outro filme ambientado em Manhattan e protagonizado pela atriz pornô Sasha Grey que conta o dia-a-dia de uma garota de programa.

O número de produções que participam do festival caiu 28% este ano, mas, mesmo assim, ainda serão apresentados 85 longas-metragens e 46 curtas de 33 países.

Além dos documentários e títulos políticos e sociais, Tribeca mostrará os últimos trabalhos de atores como Winona Ryder e Hilary Duff ("Stay Cool"), Andy García, Emily Mortimer e Alan Arkin ("City Island"), Meg Ryan ("Serious Moonlight"), Colin Firth e Jessica Biel ("Easy Virtue") ou Gael García Bernal e Diego Luna ("Rudo e Cursi").

O festival também esqueceu dos longas dedicados ao mundo da música, com documentários como "Burning down the house: The story of CBGB", sobre a famosa sala de concertos nova-iorquina, e "Bon Jovi: When we were beautiful", que retrata o lado mais pessoal do grupo de Nova Jersey.

O festival será fechado pela comédia "My life in ruins", dirigida por Donald Petrie e protagonizada por Nia Vardalos ("Casamento Grego"). EFE dvg/db

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