WikiLeaks volta a receber fundos de cartões de crédito, diz empresa

Companhia afiliada a site diz que doações, cuja transferência havia sido suspensa pela Visa e MasterCard em dezembro, foram restabelecidas

AP |

O WikiLeaks voltou a aceitar doações por cartões de crédito, disse uma companhia afiliada ao site de vazamentos nesta quinta-feira. Andreas Fink, chefe-executivo do processador de pagamento da Islândia DataCell, disse à Associated Press que a Visa e MasterCard voltaram a processar pagamentos para o WikiLeaks após uma pausa de sete meses.

Fink afirmou que a medida era uma admissão tácita de culpa das companhias de cartão de crédito, mas a retomada do serviço pode ter sido acidental.

O porta-voz da Visa Europa, Simon Kleine, disse à agência de notícias americana que o processamento de pagamentos não foi "algo sancionado", afirmando que a companhia está investigando o caso. A MasterCard, por sua vez, não retornou emails e telefonemas.

A Visa e MasterCard suspenderam a transferência de doações para a DataCell ehf no início de dezembro, logo depois de o WikiLeaks começar a publicar cerca de 250 mil documentos diplomáticos do Departamento de Estado dos EUA. Mas Fink disse nesta quinta-feira que os serviços de cartão haviam sido restaurados, dizendo que os advogados comprovaram isso ao fazer testes de doações.

"Vimos doações serem aprovadas", disse, embora com a ressalva de que só teria em dois dias uma ideia exata de quanto dinheiro está fluindo para os cofres do WikiLeaks.

A Visa e a MasterCard foram duas de várias companhias financeiras e de internet que cortaram vínculos com o WikiLeaks depois da publicação dos documentos do Departamento de Estado . A PayPal , a Amazon.com , EveryDNS e outros também romperam seu laços com o site em meio a uma intensa crítica do governo - levando o fundador do WikiLeaks, Julian Assange , a acusá-las de se render à pressão do Pentágono.

Na semana passada, o WikiLeaks e o DataCell disseram que se preparavam para processar as companhias de cartão de crédito na Dinamarca. Em seu site, o WikiLeaks afirma que o bloqueio imposto ao site pelas companhias como a MasterCard e a Visa representa 90% de suas doações - ou US$ 15 milhões. O site, porém, não explicou como o cálculo foi feito.

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