Wikileaks: novo dossiê do Afeganistão será divulgado em 15 dias

Fundador do site que vazou 92 mil arquivos confidenciais em julho diz que textos serão editados para "proteger inocentes"

iG São Paulo |

O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, prometeu neste sábado divulgar em até duas semanas outros 15 mil documentos confidenciais sobre a guerra do Afeganistão. Em julho, o Wikileaks vazou quase 92 mil arquivos sigilosos sobre a operação militar americana no país.

"Estamos mais ou menos no meio do caminho, ou seja, dentro de umas duas semanas", respondeu, ao ser questionado sobre a data de publicação dos documentos durante uma conferência em Estocolmo.

O fundador do WikiLeaks disse que seu site, especializado em vazar informações de inteligência, atua com "prudência" e examina "linha por linha" os documentos em questão.

"Todos os documentos serão publicados, mas os textos serão editados para proteger os inocentes que estão sob uma ameaça significativa", disse Assange.

Pentágono

Na semana passada, o Pentágono pediu que o WikiLeaks entregasse imediatamente os cerca de 15 mil documentos secretos. "Pedimos que façam a coisa certa", disse o porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell. "Esperamos que honrem nossas demandas", afirmou, acrescentando que os EUA são os únicos donos legítimos do material e que as informações tinham sido roubadas.

Morrell afirmou também que a publicação das informações secretas, que incluem nomes de informantes afegãos, já havia causado problemas, e a tentativa de retirar permanentemente os documentos da internet é uma forma de tentar atenuar as consequências.

Ele disse que cerca de 80 agentes de inteligência do governo americano estavam apurando os milhares de documentos já divulgados e notificando governos estrangeiros e cidadãos do Afeganistão que podem estar em risco.

O chefe do Estado-Maior dos EUA, almirante Mike Mullen, disse que o Wikileaks seria responsabilizado pelas eventuais mortes de militares americanos e afegãos expostos pelos documentos. O vazamento é uma das maiorias brechas na segurança dos EUA em todos os tempos.

Com Reuters e AFP

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