WikiLeaks: EUA dizem que 'baladas' prejudicam saúde de Berlusconi

Em documento divulgado pelo site, embaixador americano diz que premiê 'cochilou' durante conversa telefônica

iG São Paulo |

Documento da Embaixada dos Estados Unidos em Roma divulgado nesta quinta-feira pelo site WikiLeaks afirma que o estilo 'festeiro' do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, está prejudicando sua saúde.

Segundo o jornal britânico "The Guardian", que desde domingo publica o dossiê diplomático do WikiLeaks, o documento data de outubro de 2009 e foi escrito pelo atual embaixador americano em Roma, David Thorne.

No texto, o embaixador afirma que, "embora ninguém esteja prevendo a queda política de Berlusconi", uma lista "crescente" de escândalos, decisões judiciais desfavoráveis e problemas de saúde o enfraqueceram politicamente.

Em vários momentos Thorne cita como fonte um amigo de Berlusconi. Segundo, ele exames médicos feitos pelo líder italiano na época teriam mostrado que sua saúde estava "uma bagunça".

"Suas frequentes noitadas e a tendência a farrear demais fazem com que ele não descanse o suficiente", teria dito o amigo.

O próprio David Thorne acrescenta que durante a primeira ligação que fez a Berlusconi, em setembro de 2009, ele "cochilou brevemente". Além disso, parecia "distraído e cansado" em um evento oficial realizado no mês seguinte.

Thorne escreve, ainda, que Berlusconi teria tido uma crise de depressão após ser atacado com uma miniatura da catedral de Milão, em dezembro de 2009. "Ele é um empresário, quer que todos o amem", disse o amigo do premiê.

'Maior amigo dos EUA'

Um documento secreto dos EUA divulgado pelo WikiLeaks no começo da semana já havia causado polêmica ao descrever Berlusconi como "irresponsável, vão e pouco eficaz como líder europeu moderno". Na quarta-feira, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, buscou reverter o mal-estar fazendo elogios ao premiê durante encontro com ele em Astana, no Cazaquistão. Hillary disse que os EUA "não têm amigo melhor" que Berlusconi.

"Ninguém apoia as políticas americanas de forma tão consistente", afirmou a secretária. "Os governos republicano e democrata, de forma igual, sabem que podem contar com o primeiro-ministro para apoiar as políticas e valores compartilhados pela Itália e pelos Estados Unidos", completou.

Os cerca de 250 mil documentos secretos começaram a ser divulgados no domingo, numa operação que foi duramente criticada por Hillary Clinton. Para a secretária de Estado americana, o vazamento representa um "ataque à comunidade internacional".

Com Reuters

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