Washington, Seul e Tóquio insistem que Pyongyang seja punida por lançamento

Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão mantinham nesta segunda-feira pressão para que a Coreia do Norte seja punida pelo lançamento de um foguete de longo alcance, mesmo depois do fracasso da reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para coordenar uma resposta da comunidade internacional.

AFP |

"O Conselho de Segurança tem de continuar trabalhando para achar uma resposta enérgica e clara para o lançamento", afirmou nesta segunda-feira a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas concluiu sua sessão deste domingo sem chegar a um acordo sobre um texto condenando o lançamento de um míssil de longo alcance por parte da Coreia do Norte, mas decidiu prosseguir com as negociações, segundo fontes diplomáticas.

Rússia, China, Líbia, Uganda e Vietnã, membros do Conselho, defenderam uma resposta moderada para não prejudicar as negociações a seis partes - Rússia, Estados Unidos, as duas Coreias, Japão e China - para a desnuclearização da Coreia do Norte.

"Estamos num momento muito delicado. Todos os países envolvidos deveriam se mostrar moderados e se abster de tomar ações que aumentem a tensão", aconselhou o embaixador da China na ONU, Zhang Yesui.

O presidente americano, Barack Obama, foi categórico ao afirmar que a Coreia do Norte desafiou a comunidade internacional com o lançamento do míssil.

"É o momento de dar uma resposta internacional forte. A Coreia do Norte deve saber que o caminho da segurança e do respeito nunca será percorrido por meio de ameaças e armas ilegais", afirmou Obama em um discurso sobre a proliferação de armas nucleares pronunciado em Praga diante de 30.000 pessoas.

A falta de resposta da ONU não satisfez em particular a alguns países da região.

"O ato temerário da Coreia do Norte, que ameaça a segurança regional e mundial, não pode se justificado sob nenhuma circunstância", afirmou o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-Bak, em seu discurso radiofônico senanal

"O governo responderá com severidade a esta provocação do Norte", disse Lee.

Por sua vez, o porta-voz do governo japonês, Takeo Kawamura, anunciou nesta segunda que o Japão decidirá até sexta-feira impor novas sanções contra Pyongyang.

O Exército russo, por sua vez, anunciou nesta segunda-feira que a Coreia do Norte não colocou nenhum satélite em órbita, ao contrário do que afirmou o governo norte-coreano depois do lançamento no domingo, que segundo os países ocidentais não passou de um teste de um míssil estratégico.

Estados Unidos e Coreia do Sul já haviam concluído o mesmo no domingo e anunciaram que o lançamento norte-coreano foi um fracasso. De acordo com Washington e Seul, a primeira parte do foguete caiu no mar do Japão e as demais foram disseminadas no Oceano Pacífico.

A Coreia do Norte anunciou no domingo que colocou em órbita um satélite de telecomunicações Kwangmyongsong-2, que difundiria cantos patrióticos.

Seul, Washington e Tóquio afirmaram que o lançamento foi um teste dissimulado de um míssil de longo alcance, o que constitui uma violação das resoluções da ONU.

Pyongyang descreveu o foguete - um aparelho propulsor do tipo Taepodong-2 de três seções e com alcance estimado de 6.700 km - como um simples lançador de satélite.

sm/fp/cn

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